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9 coisas que você precisa saber sobre sustentabilidade

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Autor que venceu o Prêmio Jabuti com o livro 101 Dias Com Ações Mais Sustentáveis Para Mudar O Mundo fala sobre os principais assuntos envolvendo sustentabilidade

“O maior equívoco das pessoas é pensar que sustentabilidade é só o que é ligado ao ambiental”. O comentário é de Marcus Nakagawa, professor da ESPM que venceu o Prêmio Jabuti 2019 pelo livro 101 Dias Com Ações Mais Sustentáveis Para Mudar O Mundo.

Batemos um papo com o especialista para entender quais são os assuntos mais importantes quando falamos em sustentabilidade. Com base nessa conversa, fizemos uma lista com tudo o que você precisa saber sobre o tema. Veja a seguir:

Sustentabilidade não é só ambiental   

“O maior equívoco das pessoas é pensar que sustentabilidade é só o que é ligado ao ambiental. Falou em sustentabilidade, lembrou do lixo, da reciclagem. Mas é um tema muito maior”, afirma Nakagawa. “A sustentabilidade empresarial, por exemplo, tem sido colocada como o tripé da sustentabilidade, que é o econômico, o ambiental e o social. Essa seria a melhor forma de gerir uma empresa, não só economicamente funcionando, mas também ambientalmente correta e socialmente inclusiva”.

Começa com atitudes simples

Uma das ações que Nakagawa sugere em seu livro é que as pessoas façam xixi no banho para economizar descargas. “Pode parecer pouco, se você compara, por exemplo, com a água que é gasta na agricultura. Mas se você começa com um conceito na sua casa, isso muda o seu comportamento e amplia sua consciência, inclusive, para opinar sobre políticas públicas.”

Empatia é fundamental

“A primeira ação que coloquei no livro é gentileza gera gentileza. Nada vai acontecer se você não tiver empatia com o outro. Quando falamos de sustentabilidade, pensamos muito em meio ambiente e esquecemos que o ser humano está inserido nisso. Se ele não tem empatia com o outro, imagina com o meio ambiente.”

É um bom negócio

“Tem vários modelos de negócio baseados na recuperação. Tem um processo chamado upcycling, que é pegar as coisas e reutilizar, dar mais valor econômico.”

Não é coisa de rico

“Já existem vários movimentos na periferia de São Paulo de hortas orgânicas e cooperativas de reciclagem. Então, temos uma percepção de que isso é só para uma classe mais elevada financeiramente, porém tem locais que trabalham com esses temas, inclusive, como ganha pão”.

É preciso furar sua bolha nas redes sociais

“Se souber filtrar, tem muito conteúdo interessante de ativistas ambientais e ONGs mostrando seu trabalho. Antigamente, você nem sabia o que estava acontecendo”, comenta o professor. “Por outro lado, os algoritmos nos colocam em uma bolha. Se você nunca curtiu nada sobre sustentabilidade, dificilmente esse tipo de conteúdo vai chegar até você.”

Negacionistas espalham desinformação por algum interesse

“Renomados cientistas mostram que o aquecimento global está realmente acontecendo. Mas existem os negacionistas que acabam recebendo holofotes daqueles que querem manter o controle de poder ou que tem algum interesse econômico. A ciência está mostrando que existe aquecimento. São dados de biólogos, oceanógrafos, geógrafos. É ciência, quem está falando contra é porque tem interesses por trás.”

Só ser sustentável já não basta. É preciso regenerar

“Tem muita gente dizendo que a sustentabilidade já não funciona mais, que temos que trabalhar com a regeneração porque um terço do planeta já foi embora. Se continuarmos com a sustentabilidade, mantendo o que existe hoje, esse um terço não vai se regenerar, não vai se constituir”, alerta o professor. “Em julho deste ano, chegamos no limite dos recursos naturais do planeta, que chamamos de Overshoot Day. Chegamos no cheque especial. Esse é o grande problema que temos hoje.”

Muitos agentes estão envolvidos

De acordo com Nakagawa, ONGs, ativistas e negócios de impacto social têm sido os principais agentes de transformação no ecossistema da sustentabilidade. “Governos também são fundamentais nesse movimento. Criando uma lei, como a proibição dos canudinhos, por exemplo, começa todo um movimento de real atuação.”

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Filipe Oliveira

Do clã Kardashian-Jenner a entrevistas com CEOs, até o título mundial do Corinthians. Nessa vida de jornalista já cobri de tudo um pouco: esportes, tv e cinema, agronegócio, tecnologia, negócios, empreendedorismo e setor automotivo. Depois de uma temporada de estudos e aventuras na África do Sul, voltei ao Brasil em busca de um novo desafio. Assim vim parar na equipe que criou e produz o #TMJ.

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