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5 dicas para lidar com o “não” em processos seletivos

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Consultamos uma psicóloga e orientadora de carreiras para entender como um candidato deve reagir emocionalmente à negativa de uma empresa

Você está navegando pela internet quando uma vaga de emprego chama a sua atenção. Você então se candidata àquela vaga, envia o currículo, recebe um chamado para a entrevista e… não consegue o emprego.

Quase todo mundo que vive o mercado de trabalho já passou por essa situação. E, por mais compreensível que seja a frustração em um caso como esse, entender que o “não” faz parte do processo é muito importante para o bem-estar da sua saúde mental.

Para descobrir como lidar da melhor forma possível e transformar essa negativa em aprendizado, conversamos com Marcia Portazio, psicóloga clínica, orientadora de carreiras e professora da ESPM, sobre alguns pontos centrais nesse processo.

1 – O “não” faz parte do jogo 

Antes de mais nada, é importante entender que o “não” em uma entrevista de emprego é natural, especialmente em um contexto atual onde os profissionais passam, em média, menos tempo na mesma empresa. Isso quer dizer que, ao longo de suas carreiras, a maioria das pessoas vai passar por diversos processos seletivos. É até natural, pensando por esse lado, que recebam mais vezes “não” do que “sim” como resposta.

2 – Não encare como uma rejeição pessoal 

“É importante não se sentir desqualificado como pessoa. Tentar entender a situação como ‘não fui escolhido’, ao invés de ‘fui rejeitado’. Entender também que o currículo e a entrevista refletem o seu perfil profissional. É preciso entender que somos muito mais que isso. Quando você não é escolhido, não é a sua pessoa que não está sendo escolhida, mas sim o seu perfil profissional”, afirma Marcia.  

3 – Nem se desqualifique como profissional

“Não ser escolhido significa que tinha alguém no processo seletivo que apresentou um perfil profissional melhor que o seu. Mas esse melhor não é absoluto. O candidato escolhido tinha um perfil melhor que o seu para aquele contexto, para aquela empresa, para aquela vaga”.

4 – O “não” pode te ajudar a evoluir

“A partir do momento em que entendemos que não fomos escolhidos, o próximo passo é refletir: ‘Por que não fui escolhido? O que eu posso fazer para que, na próxima vez, eu tenha mais chances de ser escolhido?’. É fundamental que eu tenha uma capacidade de realizar uma autoavaliação realista, tanto das minhas competências quanto da minha performance na entrevista”.

5 – Você também pode dizer “não”

“Se eu tenho segurança e maturidade profissional, posso usar o processo seletivo pra conhecer um pouco sobre a empresa e chegar à conclusão que eu não quero trabalhar lá. Posso perceber, por exemplo, que a empresa é desorganizada, tem um RH imaturo ou uma gestão de pessoas ruim. É possível perceber isso no processo seletivo”.

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Felipe Altarugio

Jornalista colaborador do #TMJ.

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