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Advogados do futuro: especialista aponta o que profissionais da área devem estudar

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Novos profissionais devem estar familiarizados com as novas tecnologias de gerenciamento jurídico — mas sem esquecer da importância do bom e velho “olho no olho”

Três em cada quatro brasileiros acessam a internet, o que equivale a 134 milhões de pessoas. Em relação à frequência de uso, 90% relataram acessar todos os dias, 7% pelo menos uma vez por semana e 2% pelo menos uma vez por mês. Então, de acordo com os dados mais recentes da pesquisa realizada pelo Centro Regional para o Desenvolvimento de Estudos sobre a Sociedade da Informação (Cetic.br), vinculado ao Comitê Gestor da Internet no Brasil, não é exagero dizer que a internet se tornou parte do cotidiano das pessoas para absolutamente tudo.

Com isso, diversos segmentos tiveram que correr atrás para atender às novas demandas do comportamento dos internautas no mundo digital. E com o direito não tem sido diferente.  Se no âmbito físico as questões como privacidade, acesso à informação e aos dados, exposições e calúnias “já davam uma trabalheira” para os operadores de direito — advogados, juízes e procuradores — no mundo virtual elas ganharam o volume e a velocidade típicos desse ambiente. “Os desafios mudam rapidamente todos os dias e não é só uma força de expressão”, observa Luiz Carlos Corrêa, coordenador da pós-graduação em Direito Digital da ESPM e também Membro da Comissão de Direito Digital da OAB/SP. “Para qualquer enter, é preciso saber não só para onde vai aquela mensagem, mas por qual provedor ela passará e onde será hospedada.”

A área do direito digital é um dos temas mais quentes do momento — e deve ser o caminho de muitos escritórios. De acordo com o especialista, a grande maioria dos cursos regulares de direito não aposta nisso. “Mas, na ESPM, não só as pós oferecidas tratam o tema, mas a graduação também tem o objetivo de fazer com que o futuro advogado já reconheça a importância desse conhecimento e de suas atualizações constantes”, avalia.

Comece a estudar o quanto antes!

O professor Luiz Carlos Corrêa lista os seis assuntos que devem impactar as novas áreas do direito digital e também deixa um importante recado aos novos profissionais. “Com as novas tecnologias incorporadas ao mundo jurídico, os escritórios precisarão melhorar ainda mais seu gerenciamento jurídico em relação ao aproveitamento de tempo e de pessoal. Elas são capazes de aperfeiçoar muitos processos, mas ainda não substituem expertises que só o olho no olho proporciona.”

Inteligência artificial: apesar de estar impactando a prática jurídica desde 2010, é uma das áreas que, junto com o Big Data, deve agregar ainda mais rapidez e eficiência para todos os processos, especialmente a captação de dados e análise de documentos para evitar que os profissionais dediquem muito tempo a tarefas repetitivas;

Legal Analytics: são diversas tecnologias que permitem a análise jurídica baseada em dados e padrões importantes com o objetivo de melhorar os processos jurídicos, além de ajudar a criar estratégias processuais com maiores chances de sucesso;

ODR (Online Dispute Resolution): é a tecnologia utilizada como meio alternativo para a resolução de conflitos — no caso, o ambiente digital dá lugar ao físico, mas com toda a segurança jurídica (uso de big data, por exemplo, para controle, aferição e organização), sem a necessidade de deslocamentos das partes, que se reúnem em plataformas digitais, inclusive por celulares;

Gerenciamento jurídico e Home Office: questões voltadas mais para o perfil empreendedor e para o mundo dos negócios;

LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados): a vigência da lei e as novas demandas profissionais em relação às necessidades da segurança da informação, da proteção de dados e da privacidade;

Compliance: manter a empresa em conformidade para atender a todas exigências legais e organizacionais. É indispensável para o atendimento das leis e também proporciona vantagens às empresas que possuem políticas internas de auditorias para compliance.

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Tags:
Patrícia Rodrigues

Jornalista colaboradora do #TMJ.

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