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Universitários respondem: como será o mundo pós-pandemia?

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O #TMJ fez essa pergunta a estudantes universitários que –como todos nós – foram apanhados no contrapé dessa crise enquanto seguem com sua formação

Para as novas gerações, à parte toda a tragédia das mortes e dos milhões de infectados que sofreram para sobreviver, o isolamento imposto pela pandemia pode ter representado algo muito cruel. Isso porque a situação deixa na boca dos mais jovens um amargo gosto de “chegar à festa na hora em que ela parece terminar”.

Essa sensação de ter de “ajudar a arrumar a bagunça da festa” (da qual pouco aproveitou) pode ser demolidora. Ou não. Fato é que, para os jovens, a experiência é muito dura – exatamente em um momento em que estão começando a experimentar maior independência, a exercitar sua voz, sua cidadania, iniciando sua trilha profissional e sua vida universitária.

Por isso, fomos ouvir como os jovens universitários estão enxergando o futuro, mais especificamente o “pós-pandemia”, que todos esperamos estar logo ali, dobrando a esquina de 2021.


“Eu enxergo o futuro pós-pandemia de uma forma muito otimista. Sei que isso eu trago de berço, o otimismo, mas é no que acredito. Não acho que o mundo vai entrar em colisão e que tudo vai parar. O presente envolve caos, o futuro não. A pandemia nos obrigou a reinventar. Reinventamos o nosso horário de dormir, a nossa roupa do dia a dia e a nossa rotina como um todo. A reinvenção agora faz parte da cultura mundial. É por isso que me torno tão otimista: porque estamos todos juntos nesse mesmo barco. Essa solidariedade entre as pessoas se tornou mais comum, e isso, em conjunto com essa nova forma de mudar o mundo, tem um poder gigantesco. E é assim que enxergo o futuro pós-pandemia: poderoso.”

Dimmy Medeiros, 18 anos, aluno do 2° semestre de Publicidade e Propaganda da ESPM-Sul, onde trabalha como redator na Co.De – Comunicação e Design Jr ESPM –que se manteve na ativa com vários projetos durante a pandemia (tudo em home office).


“Hoje ainda é difícil ver um futuro. Sabemos que ele vai estar ali, mas não sabemos como. Olhamos pelas janelas estreitas, os dias passarem, vemos e conversamos com pessoas que muitas vezes nunca vimos pessoalmente, por uma tela de computador. As relações mudaram, o trabalho mudou e acho que, sim, as pessoas mudaram. Não acredito numa mudança total, mas em algo híbrido: nossas relações cada vez mais serão mediadas por aparelhos tecnológicos. Não gosto de julgar se estaremos melhor ou pior quando tudo passar… Penso que tudo na vida é evolução. A pandemia é um aprendizado para quem quis se dar chance de ser mais solidário e olhar para o outro, para quem fez uma autoavaliação na solidão da quarentena. Mas, para quem não quis ver, nada vai mudar. Só crescemos e evoluímos na vida quando abraçamos as oportunidades, mesmo aquelas ruins, que são as que mais nos farão crescer. Por mais que seja difícil, a pandemia nos mostrou que temos que ser fortes!” 

Athos Sacilotto, aluno do 2º semestre de Jornalismo da ESPM-SP


“Vejo um mundo em que a distância física já não é mais tão importante, pessoas se comunicam e consomem de onde quiserem, porém isso trará uma pressão maior para o aumento do consumo – tanto material quanto de conhecimento. A esfera profissional também se potencializará: as pessoas percebem cada vez mais o trabalho ‘invadindo’ suas vidas pessoais. Assim, o público e o privado, o pessoal e o profissional, estarão cada vez mais mesclados, porém com uma noção de si maior do que vemos hoje.”

Beatriz Lima de Oliveira, 21 anos, estudante do 7º semestre do curso de Ciências Sociais e do Consumo da ESPM-SP e estagiária na área de marketing – ainda em quarentena trabalhando em home office. 


“O Pós-pandemia é um mistério: não sabemos o que esperar do futuro, é uma caixa repleta de surpresas. Contudo, eu enxergo uma grande oportunidade para o Design – que sempre foi uma grande ferramenta para projetar soluções de problemas. Por isso ele será ainda mais valorizado após a pandemia. Essa área sempre irá projetar novas maneiras de se conectar, como também irá oferecer soluções regeneradoras, inovadoras e acessíveis para a segurança, a saúde, o bem-estar comum e para o mundo, pensando cada vez mais de maneira holística e sustentável. O Design compreende e identifica as mudanças do comportamento humano nessa época e sempre buscará proporcionar soluções, adequações e respostas para as pessoas.”

Brayan Oliveira de Oliveira, 19 anos, estudante do 4º semestre de Design Visual da ESPM-Sul, atualmente trabalhando como autônomo de ilustrações durante o distanciamento social.


“Acredito que cada vez mais as pessoas valorizarão o contato com outras pessoas, sejam em momentos com familiares, amigos e até mesmo colegas de trabalho. Eu sinto que, na vivência presencial de trabalho, a aproximação era muito mais rápida, visto que qualquer intervalo de aula ou conversa no corredor servia para uma troca de ideias informal. Atualmente, qualquer troca de ideia precisa ser combinada, não é espontânea. Dessa forma, muita criatividade e resolução de problemas se perde, já que vamos com pensamentos preestabelecidos para qualquer reunião virtual. Por conta disso, entendo que a volta para o normal é um grande anseio, tanto de vida pessoal (para que possamos desopilar da melhor forma), como profissional (para estimular criatividade, resolução de problemas e troca de ideias).”

Bernardo Tomasi Lorentz, 23 anos, estudante do 6º semestre de Administração da ESPM-Sul. Trabalhou como Diretor Administrativo-Financeiro na Empresa Jr. ESPM, da qual, desde agosto, ocupa a Presidência.


“Tendo a ser otimista em relação a esse futuro pós-pandemia. Problemas graves se mostraram em relação ao nosso sistema de trabalho. Quem era autônomo se viu de repente sem direitos e tendo sua renda severamente afetada. Desigualdades e fragilidades sociais se escancararam. Quero crer que, daqui para frente, nós, como indivíduos, instituições e corporações, estaremos mais atentos e exigindo relações de trabalho mais justas, com maiores garantias e estabilidades para os trabalhadores. No mundo corporativo muitas empresas viram diminuir seus gastos operacionais e de infraestrutura, com o trabalho remoto. Seria interessante pensar se essa redução de custos não poderia futuramente se traduzir em maiores benefícios para seus colaboradores.”

Catarina Bruggemann, 22 anos, aluna do 8º semestre de Jornalismo na ESPM-SP, começou a trabalhar na agência de PR Coletiva Comunicação durante o isolamento social.


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Jorge Tarquini

Sou um jornalista curioso e que se aventura por alguns lugares e experiências: já dirigi revistas, trabalho com produção de conteúdo, escrevo livros (um segredo: escrevi O Doce Veneno do Escorpião, o "livro da Bruna Surfistinha") e roteiros e, agora, faço parte da equipe que criou e produz o #TMJ. Ah: também virei professor de Jornalismo. Ansioso para descobrir para onde os novos tempos, meios e tecnologias podem me levar: afinal, é sempre um prazer me aventurar por novos desafios.

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