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Home office viabiliza o sonho de viajar o mundo trabalhando

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Países da Europa, Caribe e América do Norte já oferecem vistos de trabalho remoto. Confira como é a experiência de quem já viaja trabalhando

Em tempos de home office, o sonho do escritório na praia está mais perto do que nunca de se tornar realidade. Vários países passaram a oferecer vistos para atrair trabalhadores remotos. É o caso de Alemanha, Barbados, Bermudas, Espanha, Estônia, Geórgia, México e Portugal, segundo levantamento da Época Negócios. Um modelo que pode impulsionar a economia turística dessas regiões, sem ameaçar empregos dos residentes.

Quem já trabalha viajando o mundo há alguns anos é o assessor de imprensa Wagner Matheus, proprietário da agência de comunicação Animuzz. “Já vivi nos Estados Unidos, Alemanha, Suíça, Grécia e Marrocos. Sempre dei um jeito de usar minha formação jornalística para trabalhar nesses países, produzindo documentários em vídeo, como cameraman, fotógrafo, fazendo traduções, reportagens e como assessor de comunicação”.

Baseado em Portugal há dois anos, Matheus presta consultoria de comunicação a executivos de empresas no Brasil, Suíça, Dubai e Portugal. “Viajo pela Europa em função do trabalho. Só preciso de um notebook, internet com boa conexão e um telefone celular. Não importa o lugar e o fuso horário da cidade onde eu esteja, sempre estarei conectado”, conta o assessor.

E quando diz que não importa o local e horário, Wagner não está brincando. “Uma vez, quando eu morava no Rio de Janeiro, uma cliente de São Paulo me ligou e eu estava na praia. Ao invés de apertar o botão para falar, apertei o do vídeo. Ela me pegou sem camisa, de sunga, na beira do mar, começou a rir e disse ‘É essa vida que eu queria'”, lembra o assessor. “Cada vez mais tenho certeza de que, para o cliente, pouco importa onde eu esteja. Eles querem resultados”.

Para que o trabalho remoto funcione, porém, é fundamental estabelecer uma rotina. É o que alerta Danilo Torini, professor do ESPM LifeLab, Laboratório de Aprendizagem da ESPM. “Pode parecer contraditório, mas a flexibilidade só funciona quando é estabelecida uma rotina. Você pode ter um horário flexível de trabalho, mas é preciso ter muito claro em que momento do dia você vai executar as tarefas. Caso contrário, é um presente de grego, já que agora ao invés de ter oito horas disponíveis por dia, você tem 24h”.

É o que também pensa o proprietário da Animuzz. “Desde criança, não gosto de rotina. No entanto, sou extremamente disciplinado. Cumpro horários, chego ou ligo sempre no horário combinado”, comenta o assessor, que costuma trabalhar de 6 a 8 horas por dia.

Mas para quem já está pensando em preparar as malas rumo ao seu novo escritório internacional, um alerta: cuidado com o fuso horário. “É o problema e a solução. Depende do país. Em relação ao Brasil, estou quatro horas a frente. Vantagem. Para os outros países que atendo, estou no mínimo 2 horas atrás”, comenta Matheus. “Lido de forma tranquila. Só é chato quando o cliente se esquece do fuso e me liga de madrugada. Mas sempre me divirto com a situação”. 

É bom lembrar também que muitos países seguem com restrições de entrada para turistas devido à pandemia de Covid-19. Mas quando tudo isso passar, esse novo jeito de trabalhar poderá se tornar realidade para quem seguir em home office.

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Filipe Oliveira

Do clã Kardashian-Jenner a entrevistas com CEOs, até o título mundial do Corinthians. Nessa vida de jornalista já cobri de tudo um pouco: esportes, tv e cinema, agronegócio, tecnologia, negócios, empreendedorismo e setor automotivo. Depois de uma temporada de estudos e aventuras na África do Sul, voltei ao Brasil em busca de um novo desafio. Assim vim parar na equipe que criou e produz o #TMJ.

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