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Testes vocacionais funcionam? Orientadora de carreiras responde

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Marcia Marques Portazio, professora da ESPM, dá dicas para quem está decidindo qual carreira seguir e conta como aproveitar ao máximo ferramentas de orientação profissional

Testes vocacionais podem ajudar a escolher uma profissão, mas para definir os rumos de uma carreira é preciso uma avaliação mais profunda, que envolve aconselhamento e autoconhecimento. É o que acredita Marcia Marques Portazio, professora da Primeira Pós em Marketing e Gestão da ESPM. A docente, que também atua como orientadora de carreiras e possui mestrado em psicologia social, conversou com o #TMJ sobre testes vocacionais e orientação profissional.

Com base nessa conversa, fizemos uma lista com dicas que vão te ajudar a pesquisar a carreira que mais combina com você. Confira a seguir:

É preciso ir além dos testes vocacionais

“Alguns testes vão indicar uma carreira ou área específica de atuação. Isso por si só não ajuda na escolha profissional”, afirma Marcia. “Não é que os testes vocacionais não são precisos. Podem ser, mas devem vir junto com a reflexão de quais são os meus maiores interesses, os meus valores, minhas competências”.

Converse com pessoas que já trabalham na área

“Um jovem da minha família falou comigo que queria fazer psicologia porque adorava ajudar pessoas. Contei como era a faculdade e o dia a dia do profissional, que envolve muita leitura, muito estudo. Mas ele não curtia ler”, lembra a professora. “A conclusão da conversa foi que ele teria que superar essa aversão à leitura ou encontrar outra área de atuação em que pudesse ajudar as pessoas sem ter que ler tanto”.

O que investigar nessa conversa com quem já atua na área?

“Informe-se como é o processo de formação para essa profissão e também como é dia a dia de um profissional da área e a remuneração”, sugere a especialista. “Investigando com os profissionais como é o dia a dia, você tende a fazer uma escolha correta.

Não conhece ninguém da área? Use a internet

“Hoje em dia, você consegue buscar essas informações na internet. Quem sonha em ser um astronauta, por exemplo, pode ver vídeos sobre a profissão e pesquisar quais são as agências espaciais que existem pelo mundo”.

Se possível, busque uma orientação vocacional

“A orientação vocacional é um processo para dar suporte ao jovem, que pode ou não utilizar testes vocacionais nesse processo”, explica Marcia. “Um especialista em carreira vai poder trazer para esse jovem um conjunto de atividades que promova reflexões com o objetivo de trabalhar o autoconhecimento. Com o autoconhecimento e a orientação profissional, o jovem vai ter mais condições de fazer uma escolha acertada”.

Por que você deve se preocupar com tudo isso?

“Essa investigação toda se justifica para que a gente evite um processo de frustração futuro. Muitas pessoas procuram um trabalho de coaching porque estão frustradas, não gostam do que fazem. Muitas vezes isso está associado a uma escolha errada feita no começo da carreira”, comenta a especialista. “No Brasil, aos 16 ou 17 anos o jovem já tem que escolher sua carreira. Poucos nessa idade têm autoconhecimento suficiente e conhecimento das áreas de atuação e carreiras para fazer uma escolha acertada”.

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Filipe Oliveira

Do clã Kardashian-Jenner a entrevistas com CEOs, até o título mundial do Corinthians. Nessa vida de jornalista já cobri de tudo um pouco: esportes, tv e cinema, agronegócio, tecnologia, negócios, empreendedorismo e setor automotivo. Depois de uma temporada de estudos e aventuras na África do Sul, voltei ao Brasil em busca de um novo desafio. Assim vim parar na equipe que criou e produz o #TMJ.

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