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Aprendizes e estagiários contam como tem sido trabalhar em home office

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O #TMJ consultou jovens que estão começando a carreira para entender quais têm sido os impactos do trabalho remoto em seu aprendizado e desenvolvimento

Orientação, acompanhamento, interação com os colegas e feedbacks são fundamentais para o desenvolvimento de qualquer profissional. Imagine então para aqueles que estão apenas começando a vida profissional. Para entender se essas necessidades têm sido atendidas no home office, o #TMJ consultou aprendizes e estagiários que estão trabalhando de casa. Optamos por não revelar seus nomes e empresas em que atuam.

A flexibilidade e o fato de não precisarem se deslocar até o escritório foram as principais vantagens apontadas pelos jovens.  “Gostei bastante de trabalhar em casa, principalmente, por não ficar tão exausta, já que pegar transporte público não é fácil”, afirmou uma estagiária da área de criação.   

A maioria dos jovens ouvidos disse estar recebendo apoio e acompanhamento de gestores e colegas de equipe. Eles contam que as videochamadas têm ajudado bastante nesse sentido. Mas alguns se queixam que sentem falta do contato pessoal com os colegas. “O que menos gostei foi ter que lidar com a ansiedade teoricamente sozinha e ficar distante das pessoas”, comentou outra jovem que atua na área de comunicação interna.

Jovens dizem que chamadas em vídeo têm sido importantes durante o home office Foto: Shutterstock

Também os questionamos se o RH de suas empresas tem dado algum apoio durante esse período. Alguns responderam que sim, destacando cursos e palestras oferecidos pela empresa. Mas a maioria disse que o acompanhamento da área de recursos humanos tem se limitado a cobrança do cumprimento dos horários. “Só se preocupam com a folha de ponto”, respondeu uma estagiária de contabilidade.

A maioria desses jovens acredita que o trabalho remoto não irá os atrapalhar em relação a uma possível efetivação. Mas alguns disseram que a falta de contato com os gestores pode os prejudicar. “Acho que talvez dificulte, pois não converso muito com a minha gestora e talvez ela não preste tanta atenção se sirvo realmente para continuar na empresa”.

Todos os participantes disseram que, se pudessem escolher um modelo de trabalho no futuro, seria um esquema alternado de escritório e home office. “É legal trabalhar em casa, mas o monótono é cansativo”, confessou a estagiária de criação.  

Os jovens também foram questionados sobre quais dicas dariam aos seus colegas e gestores pensando em melhorar a experiência de aprendizes e estagiários no home office. Confira algumas das respostas:

“Verifiquem pelo menos uma vez por dia se o aprendiz ou o estagiário tá conseguindo dar conta, se precisa de algum suporte ou se algo está dificultando o fluir do trabalho. Talvez assim podem deixar claro que estão ali para ajudá-lo no que precisar”

“Estar mais presente incentivando novos aprendizados mesmo à distância”

“Ter mais paciência e flexibilidade”

“Conversas sobre a vida, não apenas cobranças. Reuniões com reconhecimento e incentivos. Demonstrar mais proximidade mesmo em um momento de distanciamento”

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Filipe Oliveira

Do clã Kardashian-Jenner a entrevistas com CEOs, até o título mundial do Corinthians. Nessa vida de jornalista já cobri de tudo um pouco: esportes, tv e cinema, agronegócio, tecnologia, negócios, empreendedorismo e setor automotivo. Depois de uma temporada de estudos e aventuras na África do Sul, voltei ao Brasil em busca de um novo desafio. Assim vim parar na equipe que criou e produz o #TMJ.

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