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Como se preparar para o mercado de trabalho do futuro

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Especialista em gestão de carreira e cultura digital dá dicas para jovens encararem os desafios de um mundo dominado pela automação

Tecnologias como Inteligência artificial, 5G, big data e IoT vão transformar o mundo em que vivemos e o modo que trabalhamos. De acordo com acordo com um relatório da consultoria McKinsey, entre 400 e 800 milhões de pessoas vão perder seus postos de trabalho por causa da automação até 2030. Por outro lado, profissões que ainda nem conhecemos devem surgir. “Vejo as pessoas olhando para tudo isso e falando que demais, mas poucas estão pensando em como isso afetará sua vida e sua profissão”, comenta Marcia Marques Portazio, professora de Liderança e Cultura Digital da ESPM. A especialista em gestão de carreira conversou com o #TMJ sobre os impactos da Transformação Digital no futuro do trabalho.

Para Marcia, as novas gerações devem compreender que estamos lidando com paradigmas novos e inéditos. “A Revolução Industrial, por exemplo, foi uma enorme quebra de paradigma. Só que depois, tivemos várias mudanças dentro de uma visão ainda de uma sociedade industrial. Agora estamos em uma revolução que traz algumas situações que são completamente inéditas.”

Confira algumas dicas da especialista para você se preparar para os trabalhos do futuro:

Humanos serão sempre necessários

“Nesse processo da automação e da inteligência artificial, as máquinas vão substituir muitos humanos. Mas sempre precisaremos de alguém que faz a ponte entre a máquina e as pessoas. Além disso, ainda teremos muitas carreiras humanas, que dependem da interação entre pessoas.”

Algumas coisas não vão mudar

“Não importa qual modelo da casa vá construir, você vai precisar de tijolo e cimento. Competências como comunicação (oral e escrita), relacionamento interpessoal e inteligência emocional para administrar os relacionamentos continuarão sendo fundamentais em qualquer área.”

Talvez não dê para seguir a profissão dos pais

“Normalmente, quando o jovem vai se preparar para a vida profissional, busca modelos na família e também em professores, na escola ou religião. Só que os modelos que serviram de guia para os pais no início da vida profissional são completamente diferentes do que vão encontrar agora. É importante estar atento a isso.”

Acompanhe as mudanças

“É preciso ler, pequisar, buscar informações sobre quais carreiras estão sendo impactadas pela Transformação Digital, quais estão deixando ou vão deixar de existir. O jovem precisa pensar em como vai estar o mundo nos próximos 20 anos, porque se passa quase cinco anos na faculdade e mais ou menos uns 10 para construir uma carreira sólida, se tornar um especialista. Se me preparar para uma carreira que não vai existir mais daqui 15 anos, será muito cruel.”

Invista no autoconhecimento

“Esse olhar voltado para si mesmo é fundamental para identificar o que você gosta, que é aquilo que você vai fazer bem. É preciso descobrir, por exemplo, se você gosta de trabalhar sozinho ou em grupo, se gosta de interagir com pessoas ou se prefere atividades de mais concentração, ou se gosta algo que envolva criatividade.”  

Busque qualificação técnica

“Quando faço coaching com jovens, eles não sabem muito bem qual curso tem que fazer ou quais competências técnicas tem que ter. Visite sites de busca de emprego, como o LinkedIn, e veja o que está sendo pedido para aquela vaga. Você pode manter isso dentro de uma atualização constante, verificar o que está sendo pedido no mercado de trabalho para vagas em sua área. Isso vai te dar um norte de que trilha você deve trabalhar o desenvolvimento das competências técnicas.”  

Aprenda a aprender

“Ser capaz de buscar o aprendizado é fundamental. Não vai ter ninguém dizendo para você qual é a trilha que você deve seguir. Você vai ter que construir essa trilha sozinho”, afirma a especialista. “A interdisciplinaridade também é importante. É preciso conhecer um pouco de tudo para ficar com essa visão mais ampla que te dê capacidade de adaptação.”  

Noções de programação são importantes

“Se eu estivesse me formando agora, iria pensar em recrutamento e seleção com inteligência artificial. É um nicho de oportunidade para um psicólogo que a gente jamais imaginou. Tem uma série de coisas que vão precisar alimentar a inteligência artificial ou as programações. Por isso, digo que o letramento digital é algo indispensável.”  

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Filipe Oliveira

Do clã Kardashian-Jenner a entrevistas com CEOs, até o título mundial do Corinthians. Nessa vida de jornalista já cobri de tudo um pouco: esportes, tv e cinema, agronegócio, tecnologia, negócios, empreendedorismo e setor automotivo. Depois de uma temporada de estudos e aventuras na África do Sul, voltei ao Brasil em busca de um novo desafio. Assim vim parar na equipe que criou e produz o #TMJ.

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