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9 coisas que todo jovem precisa entender sobre o primeiro emprego

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Por mais bem preparado que você seja naquilo que é sua vocação, no que estudou e no que pretende fazer por um bom tempo, talvez ainda não esteja tão seguro quanto a como proceder no ambiente de trabalho…

Primeiro dia de trabalho é como conhecer a família da namorada ou do namorado: bate um pânico. A gente nem sabe direito o que fazer com as mãos, o que dizer, como se mexer. Aqui, enumero algumas dicas de quem já esteve nessa posição (faz tempo, mas acho que ainda vale), mas que convive com as angústias de seus alunos nessa posição a cada semestre, além de receber “novatos” em sua própria empresa. Afinal, sempre haverá alguém chegando pela primeira vez a algum lugar…

Caso tenha outras dicas, coloque nos comentários para que possamos compartilhar novas experiências.

1 – Tenha uma postura profissional

Reprodução: Giphy

Por mais informal que seja o ambiente de uma empresa, não pense que isso significa um “liberou geral”. Empresas têm normas claras, que podem ir da pontualidade ou manter algum tipo de fluxo decisório até questões de comunicação (como quem deve ser copiado numa troca de e-mails).

Porém, há também alguns códigos não escritos, que podem passar pela vestimenta, pelo uso de fones de ouvido ou até mesmo o volume da voz ou a liberdade para comer algo em sua mesa de trabalho (triste, mas é sério). Por isso, é melhor pecar pelo excesso de zelo com os códigos para ir “ganhando terreno” com o tempo e conquistar dia a dia a liberdade para ser “mais você”. 

2 – Antes de querer ensinar, aprenda

Todo mundo quer “chegar chegando”, mostrando do que é capaz. Porém, lembre-se de que ainda não domina todos os códigos e rotinas. Claro que você pode notar coisas erradas assim que coloca os pés na empresa. Vai ser mais fácil apontar esses problemas, porém, quando você entender realmente a dinâmica pessoal e de trabalho.

3 – Feedback faz parte das atribuições dos chefes

Chefe não é pai, mãe ou amigo. Por mais aberto e receptivo que possa parecer, profissionais em posição de chefia têm entre suas atribuições avaliar o desempenho de quem trabalha em sua equipe. Por isso, entenda que, a menos que a chefia esteja praticando assédio moral, todo o resto das críticas que receber têm o mesmo poder dos elogios: faz parte da relação… Portanto, não fique magoado.

4 – Entenda o perfil da empresa

Por mais que as empresas hoje estejam desconstruindo barreiras hierárquicas, mostrando isso até mesmo fisicamente, ao eliminar paredes e portas em salas fechadas para a “chefia” em detrimento de espaços comunitários e abertos, isso não significa que não haja hierarquia, por exemplo.

Entender isso pode ajudar a evitar um dos erros mais comuns nas relações de trabalho: a tentação de “bypassar” seu chefe imediato para alertar o chefe do seu chefe que algo não está funcionando bem. Claro que isso pode acontecer, mas empresas não veem com bons olhos esse tipo de coisa. Se acontecer, procure seu chefe e converse. Se não resolver, busque aconselhamento com o RH.

Nesses tempos de redes sociais em alta, muitas empresas têm dispensado funcionários (até por justa causa) por conta de posts considerados inadequados. Você pode ler mais sobre isso em artigo publicado pelo Jusbrasil.

5 – Aproxime-se das pessoas que demonstram saber mais sobre o trabalho

Claro que você pode querer mais contato com a “sua turma” – mas não negligencie o contato com profissionais dos quais, pessoalmente, você não se aproximaria. Desse modo, afine seu radar para ver quem tem mais condições de ser um mentor informal, alguém que não vai se sentir ameaçado por você – mas que ficará lisonjeado por seu interesse. Você só terá a ganhar, em muitos sentidos.

6 – Pedir ajuda não é demérito

Você não foi contratado para ser um super-herói – portanto, não tente ser um. Quando uma empresa contrata um candidato com pouca ou nenhuma experiência profissional, está ciente de que ele terá que ser lapidado até dominar os processos e começar a trazer novos inputs e propor coisas novas.

Se você entender isso, vai se sentir mais confortável ao pedir ajuda. Afinal, é melhor isso a cometer erros bobos que podem levar a empresa a se questionar se você foi a melhor contratação…

7 – Evite parecer arrogante

É bem provável que, por ter estudado algum assunto mais recentemente na faculdade e debatido com colegas com diversas experiências profissionais, você tenha uma visão mais ampla de determinados temas – e até tenha uma contribuição fantástica para dar. Afinal, foi exatamente por isso que você foi contratado (se quisessem alguém que apenas vai repetir o que já se faz, não contratariam alguém tão jovem).

Portanto, quando surgir a oportunidade de mostrar suas cartas, lembre-se de jogar com os jogadores (e não com o baralho): sempre se refira a como aprendeu na empresa, com seus colegas e que gostaria de saber qual o melhor caminho para sugerir novas maneiras de fazer algo.

Isso derruba possíveis resistências e evita uma leitura errada sobre sua postura. Chegar querendo mudar tudo botando defeito naquilo que aquelas pessoas passaram os (muitos) últimos anos fazendo soa como desprezo pelas conquistas passadas. Venda a ideia de que quer somar às realizações e vitórias do grupo e continuar garantindo o sucesso futuro.

8 – Cuidado com o corredor-press

Um dos esportes preferidos de muitos funcionários, principalmente os mais antigos, é alimentar boatos – para mostrar o quanto tem acesso a decisões das altas esferas da empresa e, de quebra, desestabilizar seus colegas. Isso pode ser chamado ainda de rádio-peão.

Se ouviu, não passe para a frente. Se quiser comentar com algum colega ou checar a informação, seja neutro: alarmismo, aumentar um ponto ao contar o conto ou tentar surfar na “proximidade com o poder” pode custar seu emprego. 

9 – Evite falar mal de colegas

Vamos ser sinceros: fofoca é do ser humano. Claro que nem todo mundo é fofoqueiro – mas esses não existiriam se não houvesse uma plateia passiva para ser a fiel depositária das suas maledicências… De qualquer forma, fuja de rodinhas venenosas e papos indiscretos no café. Sabe a máxima do “se fez com ele pode muito bem fazer comigo”? Pois é…

Caso ouça algo pouco lisonjeiro sobre algum chefe ou colega, não finja ter gostado ou compactuar com o colega, dando uma risadinha. Fique neutro e saia de perto deixando claro que aquilo não te interessa. No futuro, o ser linguarudo não vai pensar duas vezes, quando for apanhado, antes de dizer “mas fulano achou bem engraçado quando soube”. Comentar, então, nem pensar…

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Jorge Tarquini

Sou um jornalista curioso e que se aventura por alguns lugares e experiências: já dirigi revistas, trabalho com produção de conteúdo, escrevo livros (um segredo: escrevi O Doce Veneno do Escorpião, o "livro da Bruna Surfistinha") e roteiros e, agora, faço parte da equipe que criou e produz o #TMJ. Ah: também virei professor de Jornalismo. Ansioso para descobrir para onde os novos tempos, meios e tecnologias podem me levar: afinal, é sempre um prazer me aventurar por novos desafios.

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