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9 dicas para aprender mais estudando em casa

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Especialista em aprendizagem indica técnicas e aplicativos que vão te ajudar a organizar os estudos e absorver melhor os conteúdos das aulas

Seja por questões de infraestrutura, comportamentais ou de estilo de aprendizagem, estudar em casa é um desafio para muita gente. Mas algumas técnicas e aplicativos podem melhorar essa experiência. Para descobrir como aprender mais estudando em casa, consultamos Danilo Torini, coordenador de pesquisas pedagógicas da ESPM e professor do Laboratório de Aprendizagem (ESPM LifeLab).

Confira a seguir 9 dicas do especialista:

1. O celular pode te ajudar muito

“O celular pode ser um parceiro porque é o lugar que mais consolida recursos para o estudante. Se você está navegando na internet, pode rapidamente copiar um trecho de um texto para um aplicativo de anotação, depois ir para um vídeo no YouTube. É como uma maleta de ferramentas para o estudo.”

2. Bloquear as distrações é importante

“O mobile tem muitas distrações. Você recebe notificação a toda hora, o celular é cheio de recursos para te desviar a atenção. Mas existem muitas ferramentas que bloqueiam notificações e ajudam a diminuir um pouco a procrastinação”. Alguns apps sugeridos por Torini são o Freedom (iOS) e o AppBlock (Android).

3. Descubra seu estilo de aprendizagem

Torini explica que um dos maiores desafios para educação a distância é trabalhar com diferentes estilos de aprendizagem. “Se sou um cara considerado mais ativo e pragmático, por exemplo, preciso de aulas mais aplicadas. Se for uma aula muito teórica, sem momento de interação ou um vídeo em um único tom, sem momentos diferentes, vou me sentir extremamente frustrado porque sou um cara ativo, muito mão na massa”, explica o especialista. “Acho que um primeiro ponto é o estudante conseguir identificar quais são os estilos de aprendizagem dele.”  

Clique aqui para fazer um teste de estilo de aprendizagem.

4. A curadoria do seu professor é fundamental

Seja no estudo presencial ou a distância, o aluno precisa da ajuda de um professor para identificar e selecionar conteúdos. “Hoje com a internet informação não vai faltar, mas o estudante tem muita dificuldade em identificar o que é mais relevante para o seu estudo. Ele joga um assunto no YouTube, mas muitas vezes não sabe qual conteúdo está mais adequado”, afirma o professor. “Hoje você até tem aplicativos que fazem curadoria. Gosto, por exemplo, do Flipboard. Mas o papel do professor é fundamental para a aprendizagem.”

5. Crie ciclos de estudos

Para ter mais foco e produtividade, Danilo sugere que o estudante adote a Técnica Pomodoro, que consiste em criar ciclos de estudo. “O ideal é começar com ciclos curtos: 25 minutos estudando e 5 descansando”, sugere o professor. A cada 4 etapas como essa, é recomendado fazer uma pausa de 15 ou 20 minutos. “Depois, conforme vai pegando o jeito, pode fazer ciclos maiores.” Utilize apps como o Be Focused – Focus Timer (iOS) e o Focus To-Do: Pomodoro Timer (Android).

6. Alterne entre conteúdos

“O ideal é você alternar conteúdos e tarefas ao invés de ler tudo de uma vez. Divida os conteúdos em dias diferentes”, sugere o especialista. “Nosso cérebro precisa de uma revisitação dos conteúdos. Tenho um primeiro acesso, guardo na memória mais recente e cada vez que vou retomando isso vou ajudando nessa consolidação da memória”.

7. Categorize as demandas

“Categorizar as demandas, tarefas e os conteúdos para estudar, é uma técnica de gestão de tempo, mas também emocional. Porque procrastinar também é uma questão de gestão das emoções”, afirma Danilo. O especialista sugere que o estudante organize o que precisa estudar e os exercícios que deve fazer utilizando o método Kanban. “Você pode quebrar as tarefas em categorias, por exemplo, urgente, importante, circunstancial ou para fazer, revisar e executar.” Utilize apps, como Trello (iOS e Android), Todoist (iOS e Android).

8. Anote durante as aulas (de preferência em papel)

“Só ler e grifar é bem menos eficiente do que quando se coloca a mão na massa e faz resumos, fichamentos e resenhas”, afirma Danilo. “Quanto mais o estudante experimenta, testa, coloca a mão na massa, recria, melhor para a aprendizagem. Também é comprovado que escrever no papel tem mais efeito para a memória e para a aprendizagem do que digitar no computador.”

9. Dormir bem é fundamental

“Sem uma qualidade de sono mínima, fica complicado falar em qualquer técnica de aprendizagem. Se você dorme mal, o professor e o vídeo podem ser os mais interessantes possíveis, que você não vai conseguir se concentrar na aula”, comenta Danilo. “Também é importante controlar o estresse e a ansiedade. “Olhar para esses fatores externos e internos que contribuem para a aprendizagem é muito importante”.

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Filipe Oliveira

Do clã Kardashian-Jenner a entrevistas com CEOs, até o título mundial do Corinthians. Nessa vida de jornalista já cobri de tudo um pouco: esportes, tv e cinema, agronegócio, tecnologia, negócios, empreendedorismo e setor automotivo. Depois de uma temporada de estudos e aventuras na África do Sul, voltei ao Brasil em busca de um novo desafio. Assim vim parar na equipe que criou e produz o #TMJ.

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