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Especialista aponta tendências do Direito e as competências do advogado do futuro

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Luiz Carlos Corrêa, professor de Direito da ESPM, aponta pistas sobre o futuro da área que podem ajudar estudantes e quem já está no mercado de trabalho

Tecnologias como inteligência artificial (IA), blockchain, machine learning e internet das coisas (IoT) deverão causar mudanças significativas na área do Direito. Com processos e sistemas mais digitalizados, as competências necessárias para atuar como advogado também devem mudar. É o que nos contou Luiz Carlos Corrêa, professor de Direito da ESPM. O especialista listou algumas tendências, tecnologias e skills que devem bombar na área num futuro não tão distante. Confira a seguir:

1. As competências do advogado do futuro

O Guia Salarial 2020 da Robert Half aponta que o mercado jurídico já está passando por uma forte transformação cultural e tecnológica. De acordo com o documento da consultoria de recrutamento profissional, as habilidades mais demandas para atuar atualmente no setor são: perfil inovador, senso de dono, perfil comercial, visão de negócio, foco em resultados e perfil business partner (profissionais com grande conhecimento do negócio e  que atuam com definição de estratégias).

Além disso, o trabalho dos advogados será mais colaborativo e consultivo no futuro. É o que já apontava Mark A. Cohen, CEO da consultoria Legal Mosaic, em um artigo publicado na Forbes em 2017. Segundo o executivo,  os fundamentos da atividade dos advogados não sofreram grandes mudanças nos últimos anos. O que mudou drasticamente é como os serviços jurídicos são prestados: por quem, utilizando quais recursos, a qual valor e de uma maneira mais alinhada às expectativas do cliente.  

“Dessa maneira, os profissionais do direito se conectarão cada vez mais com gerentes de projeto e especialistas técnicos, por exemplo, para criar soluções que atendam às expectativas dos clientes e agreguem valor para a empresa”, analisa Luiz Carlos Corrêa.

2. Compliance deve bombar

De acordo com o professor da ESPM, crises financeiras e de imagem, propagação de fake news nas eleições e os escândalos revelados pela operação Lava Jato diminuíram a confiança no Brasil e tornaram a insegurança jurídica muito alta. Isso tem feito com que o mercado de compliance cresça intensamente no País. Algo que deve se intensificar ainda mais com a perspectiva da vigência da LGDP (Lei Geral de Proteção de Dados), prevista para março de 2021. A lei deve resultar em novas demandas profissionais na área de compliance para segurança de dados e proteção da privacidade.

3. Algumas tecnologias vão mudar o jogo

Corrêa avalia que tecnologias como: inteligência artificial (IA), ODR (Online Dispute Resolution), blockchain, legal Analytics, machine Learning e internet das coisas (Iot) devem melhorar a qualidade e eficiência do gerenciamento jurídico. “Por exemplo, atividades operacionais como gestão do contencioso ou gerenciamento de processos trabalhistas podem ser delegadas ao robô. Eles poderão identificar processos judiciais semelhantes para confeccionar petições automaticamente sem o envolvimento de advogados”, diz o especialista. “Essas tecnologias ajudam a gerar conhecimento valioso, otimizar tarefas cotidianas, diminuir o tempo de respostas, dar maior controle sobre os custos processuais e a acessar publicações  para melhorar o desempenho do escritório”.

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Redação #TMJ

Produzido pelo Núcleo de Conteúdo da ESPM.

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