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Expressões que foram criadas para comerciais de marcas, produtos e serviços que extrapolaram a publicidade – virando bordões que caíram gosto e no vocabulário popular 

Atire a primeira pedra quem nunca usou um slogan de propaganda para expressar exatamente o que estava pensando ou sentindo? Digamos que esse texto de abertura “não é assim  uma Brastemp”… Mas, ao menos, explica bem como a criação publicitária pode acertar em cheio quando consegue traduzir tanto os valores das marcas quanto os da sociedade.

Aqui, reunimos alguns dos slogans que ficaram para sempre no imaginário e no vocabulário de gerações de brasileiros.

Não é assim uma Brastemp

Golaço da agência Talent, que transformou a marca em sinônimo de qualidade – e imortalizou a expressão mesmo quase 30 anos depois do longínquo 1992, quando os atores Arthur Kohl e Wandi Doratiotto a apresentaram a expressão pela primeira vez em um comercial.

A número 1

A agência Fischer América criou esse slogan em 1991 – e a propaganda usou a imagem das pessoas fazendo o número 1 com a mão e o indicador erguido. Foi tão assimilada pelas pessoas que ficou no ar ao longo dos oito anos.

Gosto de levar vantagem em tudo, certo?

A marca de cigarros Vila Rica chamou um dos tricampeões de 1970, Gerson, para protagonizar a propaganda – e a frase acabou gerando o que chamamos de “Lei de Gérson” sobre pessoas que curtem se aproveitar de outras e… tirar vantagem.

A cerveja que desce redondo

Criação da F/Nazca de 1997, que mostrava o Raio-X de alguém bebendo uma cerveja qualquer, descendo “quadrada” e, depois, bebendo uma Skol, descendo redondo, fez tanto sucesso que o que era para ser uma campanha ajudou a criar o slogan que praticamente se eternizou – e ajudou a catapultar a então terceira colocada no ranking das cervejas nacionais para uma briga de gente grande com as líderes Brahma e Antarctica. Deu certo: desde 2004 ela se tornou a líder no segmento.

Abuse, use C&A

No início da década de 1990, a Agência Avanti criou a frase que, acompanhada de interpretações dançantes do ator e dançarino Sebastian Fonseca, se tornaria uma febre no vocabulário popular (e alavancaria a rede varejista de moda, claro). 

Bem estar bem

A ideia de vender bem-estar – e não apenas cosméticos – estava no DNA da marca. E ganhou corpo no slogan lançado no ano 2000.

Não esqueça a minha Caloi

Em 1978, o publicitário José Estevão Cocco recebeu um desafio: fazer com que a bicicleta dominasse as opções de pedidos das crianças no Natal. E, ao criar uma campanha baseada em bilhetinhos com a frase, deixadas em todos os lugares onde os pais pudessem ver, a ideia se tornou uma febre: crianças do Brasil inteiro repetiam o que era mostrado na propaganda. O slogan foi resgatado com nova versão para as campanhas de comemoração dos 120 anos da marca, em 2018.

Quem pede um pede Bis

Um dos chocolates mais cultuados do Brasil, criação quase octagenária da Lacta de 1942, ganhou esse nome por um motivo pitoresco: ainda em fase de testes, todo mundo que experimentava pedia para comer mais um. Eis um slogan que reflete exatamente os atributos do produto. Outro slogan igualmente incrível da marca: “É impossível comer um só”.

Tomou Doril, a dor sumiu

Eis um slogan que teve uma história pitoresca: ganhou muitos “pais” e “mães” ao longo de sua bem-sucedida carreira. Afinal, quem não gostaria de assumir a criação de algo assim? Mas só há um: Agnelo Pacheco. Ele contava que o então dono do laboratório Dorsay, que estava lançando o medicamento, não gostava do slogan criado (“Doril manda a dor para…”), o chamou para criar algo novo. Durante a reunião, Agnelo pegou a caixa de Doril, tampou a palavra “dor” no nome e brincou: “Viu? Tomou Doril, a dor sumiu”. O resto virou história…

S de saudável. S de Sadia

Em meados dos anos 1980, a ideia de brincar com a letra “S” se tornou uma tônica das propagandas da marca – inclusive com a interessante brincadeira de uma linguiça se contorcer numa frigideira e formar a letra, indicando sua procedência, clique aqui para ver.

É gripe? Benegrip

Um feito da agência in-house da Hypera Pharma, dona da marca, no ano de 1994: emplacar um slogan tão longevo e tão incorporado ao imaginário do público. Infalível para quando alguém pergunta a alguém com aparência de enfermo: “é gripe?”. A associação é inevitável.

Legítimas, só Havaianas

No ano de 1973, diante do sucesso das Havaianas desde seu lançamento, em 1962, o mercado foi inundado por sandálias que copiavam a líder. O consumidor era alertado numa propaganda pelo humorista Chico Anysio:  “Proteja-se das fajutas: só Havaianas não deformam, não soltam as tiras e não têm cheiro”. Na assinatura dessa campanha surgiu a frase pela primeira vez. E um detalhe: o termo fajuta foi criado nessa propaganda – e virou verbete no dicionário Aurélio como sinônimo de algo de má qualidade.

A verdadeira maionese

No ano de 1962, a maionese Hellmann’s (de origem americana) desembarcou no Brasil e, para já marcar terreno diante de concorrentes locais, a agência MPM criou um slogan tão poderoso que, até hoje, quase 60 anos depois, está no ar.

Porque se sujar faz bem

Um posicionamento global da marca, nascido como “dirt is good”, foi adaptado para o Brasil em 2003 com essa frase que mostra de modo emocional que crianças aprendem mais sobre o mundo e coisas novas ao se sujar. Em 2018, esse foi o mote para o lançamento de uma plataforma de conteúdo sobre brincadeiras de infância.

Pergunta no Posto Ipiranga

O bordão, criado em 2011 pela Talent para a rede de postos, não foi um sucesso imediato. Só caiu no gosto popular em 2014 – e, apesar de ter sido aposentado há um ano, certamente seguirá sendo repetido por muito tempo…

1001 utilidades

Criação da DPZ em 1978, mesma época em que a marca adotou um personagem interpretado pelo ator Carlos Moreno como seu garoto-propaganda.

Uma boa ideia

Nascida na Suíça, a publicitária Magy Imoberdof era sócia da Lage, Magy, Stabel & Guerreiro quando criou o slogan que se imortalizou no imaginário brasileiro. Experimente ir a um bingo e, 110% de certeza, quando o número 51 sair ele será proferido no lugar do número.

Se é Bayer, é bom

Criação do poeta, engenheiro e publicitário brasileiro Bastos Tigre no ano de 1922, esse slogan acabou sendo traduzido para o espanhol e adotado em toda a América Latina. Eis um exemplo de longevidade.

Amo muito tudo isso

Assim como muitas marcas globais, o conceito vem do original em inglês “I’m lovin it” – que, em português, se tornou “Amo muito tudo isso”. Apesar de ser de 2003, até hoje é lembrado como se ainda estivesse no ar.

Energia que dá gosto

Nescau é uma marca que tem atravessado com tranquilidade muitas e muitas gerações – e com um slogan que já é quase cinquentão: foi criado em 1972 pela então agência JWT (hoje Wunderman Thompson), para acompanhar propagandas nas quais as crianças sempre se envolviam em aventuras imaginárias que, claro, demandavam energia extra.

Terrível contra os insetos. Contra os insetos

Uma dúvida comum para qualquer consumidor quando precisa escolher um inseticida: “é seguro usar dentro de casa?”. O receio de intoxicação foi o mote que agência Salles para a criação deste slogan dos anos 1980 – sempre acompanhado de imagens que mostram o efeito de inseticidas comuns em coisas frágeis como uma flor.

O Sol na medida certa

Em 1984, ainda não era comum as pessoas se preocuparem com os eventuais malefícios do excesso de sol. Por isso, a DPZ criou uma forma simpática de falar de um tema tão delicado – e, claro, oferecer uma solução viável.

Feito pra você

Em um momento em que era importante para o país bancarizar os cidadãos e diminuir a informalidade na economia, Nizan Guanaes, da Agência Africa, criou um mote perfeito para o Itaú: falar com “todas as tribos”, dialogando diretamente com possíveis clientes que iam de baladeiros a profissionais de diversas áreas. Uma curiosidade: como a campanha permitia adaptações até mesmo regionais, em Salvador, Bahia, o slogan virou “Meu rei. O Itaú foi feito para você”.

Você conhece, você confia

Houve um concurso em 1988 para que consumidores da Volkswagen enviassem suas ideias de slogans para a marca. E o vencedor, entre mais de 140 mil ideias, foi Francisco Carlos Fontanelli, de São Paulo, que viu sua frase ser utilizada até 1994.

Redbull te dá asas!

Mais uma adaptação para o português de um slogan mundial: “Red Bull gives you wings”, criado no início dos anos 2000 e adotado em mais de 160 países onde a bebida está disponível. Em todos eles, é respeitada a brincadeira de esticar as vogais ao dizer a frase.

Vale por um bifinho

A frase foi criada pelo publicitário e artista plástico Alex Periscinoto, um dos fundadores da Almap (falecido em 18 de janeiro deste ano). E passava claramente a mensagem de que um potinho de Danoninho tinha o mesmo valor nutricional de um bife de 180 gramas.

Os nossos japoneses são melhores que os outros

Quando aconteceu a fusão entre a brasileira Semp e a japonesa Toshiba, uma campanha bem-humorada recorria ao estereótipo de qualidade e da afinidade dos nipônicos com tecnologia. Criação da Talent, que ainda ganhou uma variação, para quando os concorrentes recorreram ao mesmo princípio de ligar à cultura japonesa sua qualidade: “Os nossos japoneses são mais criativos que os japoneses dos outros”.

Eu sou você amanhã

A propaganda mostrava dois homens idênticos sentados em um bar. Ao perceber a semelhança, um deles, com um copo de vodka nas mãos, pergunta “quem é você?” – ao que o outro, responde com a famosa frase, indicando que ele poderia beber tranquilamente, pois estaria muito bem no dia seguinte. E rendeu até mesmo uma expressão até hoje usada em diversas situações (até na economia, quando há sinais de crise em um país com potencial para se “espalhar”): “efeito Orloff”. 

Fresquinho porque vende mais. Vende mais porque é fresquinho

O publicitário Enio Mainardi criou esse slogan para a marca Tostines propondo a solução de um enigma. E a frase marcou os anos 80 e fez da marca um sinônimo de biscoitos no país.

Existem coisas que o dinheiro não compra… Para todas as outras existe MasterCard

Slogan mundial da bandeira de cartões, propiciou a criação de séries bastante divertidas e até emocionantes – sempre mostrando situações em que o principal não era comprar um produto, mas fazer um gesto que mostrasse como a vida pode ter momentos que… não têm preço.

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Jorge Tarquini

Sou um jornalista curioso e que se aventura por alguns lugares e experiências: já dirigi revistas, trabalho com produção de conteúdo, escrevo livros (um segredo: escrevi O Doce Veneno do Escorpião, o "livro da Bruna Surfistinha") e roteiros e, agora, faço parte da equipe que criou e produz o #TMJ. Ah: também virei professor de Jornalismo. Ansioso para descobrir para onde os novos tempos, meios e tecnologias podem me levar: afinal, é sempre um prazer me aventurar por novos desafios.

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