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Como escrever um livro? Confira um passo a passo com dicas de um autor

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Por onde começar? Como conseguir apoio? Autor de O Doce Veneno do Escorpião e Vinte Mil Pedras no Caminho responde essas e outras perguntas sobre o tema

Você já pensou em escrever um livro? Para alguns, esse é um sonho que parece inalcançável. Para outros, trata-se de uma meta de vida. Mas, afinal, como transformar esse desejo em realidade?

Para esclarecer essa e outras dúvidas sobre o tema, batemos um papo com o jornalista Jorge Tarquini, escritor dos livros O Doce Veneno do Escorpião e Vinte Mil Pedras no Caminho. Além de autor, Tarquini é curador de conteúdo do #TMJ e professor do curso de Jornalismo da ESPM. Confira a seguir as dicas do especialista:

Quero escrever um livro. Por onde começo?

1 – Antes de mais nada, saiba para quem você quer contar essa história (seja ficção ou não). Para mim, não existem histórias ruins, mas apenas histórias mal contadas… E, para começar bem, é imprescindível saber para quem você está escrevendo. Qual o universo de conhecimento, linguístico e narrativo que faz parte do repertório desse público?

2 – Depois, roteirize sua história: esse papo de escritor sentando à frente da máquina de escrever ou do computador e, algumas horas (cenas) depois, ter um livro pronto é pura balela. É trabalho. Se houve gênios que possam ter escrito dessa forma? Claro! Mas, como brincava meu pai, Pelé só teve um – o que não significa que não haja outros bons jogadores…

3 – Se precisar de entrevistas ou pesquisa sobre um determinado tema para seu romance ou seu não ficção, espere terminá-las antes de começar a escrever.

4 – Leia o máximo que conseguir do que já foi escrito sobre o tema, período que deseja abordar. Muitas vezes, uma ideia genial já pode ter sido utilizada em outra obra correlata. E a pesquisa pode acender luzes: o que essas obras não abordaram ou que caminhos não percorreram que podem ser um grande diferencial para sua obra? Existe uma máxima entre os roteiristas de Hollywood: só existem cinco histórias – e todas já foram contadas. Ou seja: tramas, conflitos etc. se repetem ad nauseum – e cabe a você contá-las de modo revigorante e revigorado. Ou seja: dá trabalho…  

Dicas importantes

  • escreva sobre o que você conhece
  • se for ignorar a dica anterior, pesquise muito (e se não for ignorar, também)
  • escolha mentores/interlocutores em quem confiar durante o percurso (para ler, ouvir críticas sinceras e úteis etc.)
  • pense muito em qual a estrutura narrativa que deseja adotar – e se ela é a ideal para a história que quer contar. É duro iniciar de uma maneira e perceber, no meio, que ela não oferece todas as possibilidades para você contar bem sua história
  • pense no tempo verbal de seu livro
  • defina se ele será contado em primeira ou terceira pessoa (com um narrador oculto)
  • divirta-se! Se você não se divertir escrevendo, ninguém vai fazê-lo ao ler… 

Livro independente ou com editora?

Com a crise do mercado editorial de livros, surgiram alternativas de autopublicação de e-Books/livros digitais muito interessantes para autores novos ou “indies” (independentes). Aqui no Brasil, há o Publique-se! e também a opção do Kindle Direct Publishiong, da Amazon.

Agora, se faz questão de ter o livro impresso, o caminho tradicional existe, claro: enviar seus originais para uma editora apreciá-lo. Mas não adianta sair atirando para todos os lados. Pesquise editoras de livros semelhantes (em temática, abordagem ou público), veja se o perfil da editora bate com o da sua obra. Do contrário, vai ser perda de tempo para você e para quem for ler seus originais… Escolha quatro ou cinco editoras, tente contato com algum de seus editores/leitores de originais e busque uma conversa franca

Nas grandes editoras, dá para imaginar o tamanho da pilha dos originais (e o tempo que vai demorar para alguém ler – se ler – e dar uma resposta. Se der…)

Basta ter uma ideia ou devo apresentar a obra concluída para a editora?

No caso de querer o caminho 100% tradicional, só procure uma editora com o livro escrito: nenhuma delas quer ouvir ideias – a menos que você já seja o Paulo Coelho ou outro autor de best sellers…

Pequenas editoras

Há pequenas editoras que fazem um misto entre o sistema tradicional (editora decide publicar seu livro, se incumbe dos gastos de edição, revisão, impressão e distribuição) e o indie. Essas editoras colocam à disposição do autor, por um valor justo, a estrutura para editar, revisar, fazer o projeto gráfico, imprimir e distribuir – e você se torna “sócio” da editora: tudo meio a meio. No caso das editoras tradicionais, o autor fica com 8% a 12% do valor de capa de cada exemplar vendido. No indie, é tudo 50%/50% (lembrando que você já bancou uma parte da produção).

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Redação #TMJ

Produzido pelo Núcleo de Conteúdo da ESPM.

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