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4 invenções criadas por acaso

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Muitas das coisas que conhecemos e utilizamos – e que parecem obvias hoje – não foram pensadas originalmente para ser o que viriam a se tornar…

Já imaginou estar em casa, tentando criar uma solução para um problema e, de repente, descobre que não vai conseguir – mas que aquilo que você “inventou” serve para resolver outro problema? É o bom e velho “atirou no que viu e acertou no que não viu”. Pois saiba que até mesmo inventores e pesquisadores experimentados tem seu dia de “curioso”. Reunimos alguns desses exemplos pela História. 

Velcro

Foto: Shutterstock

Quem nunca teve de passar um tempo arrancando carrapichos das roupas depois de uma caminhada bucólica pelo campo – ou por atravessar um trecho com mato mais alto? Pois é: essas sementes espinhosas, comuns a muitas plantas, grudam de um jeito bem firme. Em 1941, após uma caminhada com seu cão, o engenheiro suíço George de Mestral, em vez de ficar irritado com essas sementes grudadas tanto na barra de suas calças quanto nos pelos de seu cão, resolveu olhá-las no microscópio e viu que suas pontas eram como pequenos ganchos – que, em contato com as fibras de qualquer tecido (inclusive os sintéticos), se agarrava a elas criando uma forte aderência. Em um dos grandes exemplos de biomimetismo (algo como “imitar a natureza”), ele resolveu utilizar o princípio para criar algo que funcionasse tão bem no fechamento de roupas quanto botões e zíperes. E criou o velcro – nome que combina as palavras velvet (veludo) e crochet (crochê), cujas agulhas também se parecem com as pontas dos carrapichos.

Viagra

Foto: Shutterstock

Durante testes sobre os efeitos do uso de Citrato de Sildenafila no tratamento da angina e da hipertensão, os pesquisadores da Pfizer descobriram um efeito colateral que mudou a história da sexualidade humana: o maior fluxo sanguíneo causava ereções nos pacientes masculinos. Inventou-se, assim, o Viagra, patenteado em 1996. E o resto virou história…

Marca-passo

Foto: Shutterstock

A ideia era apenas criar um aparelho que pudesse ouvir e gravar as batidas cardíacas – mas algo deu muito errado no laboratório do professor de engenharia elétrica da Universidade de Buffalo, Wilson Greatbatch… Em vez de gravar os sons, o tal aparelho emitia pulsos elétricos intermitentes e ritmados que, na verdade, reproduziam com perfeição o batimento cardíaco! Mas esse “desvio de função” não empanou o brilho desse premiado inventor, que recebeu mais de 150 patentes e entrou para o Hall da Fama dos Inventores Nacionais dos Estados Unidos. Ao contrário: ele havia inventado, lá em 1956 o marca-passo, implantado em um paciente pela primeira vez em 1958 e, até hoje, é um aliado de pessoas com problemas cardíacos de ritmo no bombeamento sanguíneo.

Palito de fósforo

Foto: Shutterstock

Os humanos já dominavam o fogo há bastante tempo, mas ainda não conseguiam produzi-lo de forma simples e “portátil”. A história rendeu… Em 1669, o alquimista alemão Henning Brandt estava tentando transformar urina em ouro (!) e, por acaso, descobriu o elemento químico fósforo. Pouco depois, em 1680, outro físico, o irlandês Robert Boyle, ouviu falar da descoberta do colega germânico e resolveu impregnar o fósforo em uma folha áspera e esfregar nela um palito com enxofre. Mas a coisa ficou parada nesse avanço – e esse método de fazer fogo “não pegou”… Até o século 19, quando as pessoas esfregavam uma pedra de sílex em uma superfície de aço para conseguir cozinhar em casa… Isso até 1826, quando o farmacêutico inglês entra em cena: sem querer, ele viu que um palito com o qual estava mexendo uma mistura de sulfeto de antimônio e clorato de potássio pegou fogo quando ele foi raspado acidentalmente contra o chão de pedra. Ele adicionou cola e amido à mistura e inventou os palitos de fósforo, cuja ponta era embebida nessa mistura. Mas a criação era perigosa demais, pois os palitos acendiam sozinhos dentro da caixa… Eis que surge em cena o sueco John Edvard Lundström: ele simplesmente separou os ingredientes inflamáveis: uma parte ficava na ponta do palito e a outra do lado de fora da caixa. Mesmo não tendo inventado os palitos, ele os aperfeiçoou, criando, assim, os fósforos de segurança

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Jorge Tarquini

Curador de conteúdo do #TMJ

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