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7 invenções e grandes descobertas feitas por mulheres

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Muitas dessas conquistas acabaram sendo esmaecidas pela história – e é sempre bom reavivar e valorizar esses feitos

A Cesar o que é de Cesar. E a Cleópatra o que é de Cleópatra. Afinal, grandes conquistas, poder e a capacidade de criar coisas que mudaram o mundo, a política e as sociedades independe de gênero, certo? Por isso, resgatamos algumas histórias de invenções e descobertas que devemos a grandes mulheres – cujas histórias, infelizmente e muitas vezes, ficam escondidas nos desvãos da História… 

Dando a vida em nome da ciência (1867-1934)

A física e química polonesa Maria Salomea Sklodowska se mudou para a Paris, onde se naturalizou e se tornou simplesmente Marie Curie – após se casar com o físico francês Pierre Curie. Lado a lado, foram pioneiros no estudo da radioatividade. E foi ela a responsável pela descoberta do polônio (batizado em homenagem à sua terra natal) e do rádio – sendo ganhadora de dois prêmios Nobel (um de física e outro de química) e a primeira mulher a fazer doutorado na França. Infelizmente, por ainda desconhecer os perigos da exposição à radioatividade, ela não tomava os devidos cuidados para se proteger – inclusive carregando tubos de ensaio com amostras de rádio no bolso de seu jaleco. Isso a levou à morte por anemia aplástica aos 66 anos.

Cuidando da segurança de todos

Marie Van Brittan Brown trabalhava como enfermeira e era casada com Albert Brown, eletricista que também se virava no campo da eletrônica. Eles viviam no então perigoso bairro do Queens, em Nova York – e os altos índices de violência local a preocupavam. Uma das coisas que ela queria evitar a todo custo era ter de atender quem batesse na sua porta. Dessa forma, pensou em um sistema de câmeras que transmitia a imagem dos visitantes para monitores domésticos. No final das contas, se tornou o primeiro sistema de vigilância em circuito fechado de televisão. Patenteado em 1969, seu princípio é o mesmo utilizado até hoje em sistemas de CCTV.

Muito mais do que uma estrela de cinema

Se hoje você pode usar um telefone celular e usa Wi-fi para se conectar à internet de forma wireless, agradeça à austríaca Hedwig Eva Maria Kieser –mais conhecida pelo seu nome artístico de Hedy Lamarr, cujo talento e beleza a tornaram uma estrela de cinema mundialmente famosa – após estrelar o filme Ecstasy (1932). Desde criança, ela gostava muito de conversar com seu pai sobre o funcionamento das máquinas. Depois de um casamento infeliz com um traficante de armas ligado à elite nazista, que a proibia de trabalhar no cinema, ela consegue fugir para Londres em 1937. Lá, conhece Louis B. Mayer – que oferece a ela um contrato com a MGM. De seu relacionamento com o piloto e empresário excêntrico Howard Hughes, o que ficou foi a curiosidade compartilhada por novas tecnologias. Ao soltar sua imaginação criadora, inventou um sistema de monitoramento inteligente para semáforos, um refresco em pastilha (que, ao ser dissolvida em água, se tornava um refrigerante) e o sistema que serviu de base para a telefonia sem fio e o Wi-fi.

Sem ela, não haveria filmes 3D

Mesmo que você nunca tenha ouvido falar em uma invenção de 1980 chamada transmissor de ilusão ou saiba quem é Valerie L. Thomas, certamente você já teve garantidos bons momentos de diversão no escurinho do cinema com a projeção 3D, que simula tridimensionalidade das imagens projetadas. Pois foi essa física, que trabalhou na Nasa entre 1964 e 1995 (chegando a chefiar o programa Landsat), quem descobriu que espelhos côncavos podem criar a ilusão de tridimensionalidade usado pela agência espacial e, claro, pelos produtores de cinema.

A mulher que inventou a programação

Matemática e escritora, a britânica Augusta Ada King (nascida Augusta Ada Byron e filha do poeta Lord Byron – e também conhecida como condessa de Lovelace) rapidamente identificou a grandiosidade do que Charles Babbage estava estudando (ele é considerado o inventor do computador, por seu projeto da máquina analítica, que armazenaria mil números de 40 dígitos). Baseada nas anotações dele, e em plano século 19, ela simplesmente escreveu um algoritmo que permitiria à máquina de Babbage calcular os “números de Bernoulli” (em uma bem resumida explicação, são os números utilizados no princípio matemático que estabelece a relação da velocidade de um fluido com sua pressão).

Ninguém mais se perde no espaço…

Para enterrar de vez a piadinha machista de que mulheres não sabem ler mapas, basta saber quem foi a matemática e programadora Gladys West, nascida em 1930 numa região rural do estado da Virginia (EUA). Depois de dirigir o projeto do primeiro satélite de mapeamento oceânico via radar para a marinha americana, nos anos 1980 ela programou o computador que calculava a forma do nosso planeta com tamanha precisão que, derivando de seu uso inicial, foi um pulo sua criação se tornar o que conhecemos hoje por GPS – ou Global Positioning System.

Para não precisar mais lavar filtros de café

Na virada para o século 20, uma alemã da cidade de Dresden estava cansada de cuidar de coadores de café de pano – difíceis de serem limpos. Seu nome? Melitta Bentz. Sim, foi ela quem, depois de muitos testes, chegou a uma solução eficiente e que mantinha o sabor do café: o uso de papel filtrante acondicionado dentro de um suporte de latão com furos na parte inferior.

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Jorge Tarquini

Curador de conteúdo do #TMJ

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