5 mitos sobre a carreira de Design Visual

Coordenadora do curso de Design Visual da ESPM lista os principais mitos que envolvem os profissionais dessa área. Veja quais são

 
Assim como todas as profissões, a carreira de quem escolhe cursar Design Visual também é cercada por alguns mitos. Segundo Mara Martha Roberto, coordenadora da graduação em Design Visual da ESPM, os estereótipos sobre a área vão desde a ideia de que todo profissional precisa saber desenhar até acreditar que a profissão envolve somente conhecimentos de estética e exclui concepções mais estratégicas. Confira a seguir esses e outros mitos sobre a área:


1. Saber desenhar é uma obrigação

De acordo com a coordenadora, essa não é uma habilidade essencial. “Vários designers começam a trilhar a carreira já sabendo desenhar, outros aprendem no decorrer do curso. E, apesar de que em algumas áreas essa habilidade possa até contribuir, ela não é imprescindível, pois a atuação profissional vai além do desenho ou da estética.”


Ser um grande desenhista também não é garantia de sucesso na área. “A atuação transpassa aspectos estéticos”, afirma Mara. “Design é forma e função. Restringir um produto, seja tridimensional, bidimensional ou interativo, apenas ao seu papel estético é uma visão deturpada que pode levar ao fracasso desse produto no mercado. Para atingir o público-alvo, é necessário que forma e função estejam em harmonia.”


2. “Ser criativo é fundamental”

Muito mais importante do que ser criativo, quem escolhe seguir essa profissão precisa ser atento e engajado. “A criatividade com certeza faz parte do dia a dia da profissão, mas os projetos nascem de muita imersão no problema a ser resolvido. O processo criativo passa por muitas etapas até chegar no resultado final, e depende mais da pesquisa e do uso de ferramentas do que da criatividade em si”, argumenta. “É fundamental ter repertório, se interessar por mercado, cultura e arte ao mesmo tempo; gostar de ir ao um museu ou uma exposição, curtir tirar e admirar uma boa fotografia, apreciar o cinema, além de se interessar pelas marcas, revistas, embalagens, animações, sites, entre outros produtos desse universo visual, mas não só de forma estética”, aconselha.


3. Quem quer estudar Design Visual precisa dominar todos os softwares de edição

De acordo com a professora, “não é preciso dominar para entrar em curso de Design, pois essa habilidade pode ser desenvolvida ao longo da formação”. Contudo, ela ainda afirma que  “é muito importante dominar ferramentas de tecnologia, mas não todas, pois são inúmeras. Vai depender da área na qual o designer vai atuar. Ao ingressar no mercado, o estudante precisa estar consciente de que as ferramentas tecnológicas serão necessárias para a materialização das ideias, mas nunca com um fim em si mesmo”, diz. “Um bom profissional deve gostar de ler, deve ter olhos abertos ao mundo, ter uma visão crítica da sociedade e dos problemas que estão envolvidos”, adiciona.


4. “Design Visual é para poucos”

Segundo Mara, ao contrário do que alguns imaginam, não são apenas grandes empresas que contratam esse tipo de profissional. O mercado oferece uma série de oportunidades para quem se forma na área. “Um designer visual pode atuar em estúdios de design, agências de comunicação, editoras, indústria da moda – não necessariamente criando moda –, consultorias, produtoras, escritórios de arquitetura, veículos de comunicação, empresas nacionais e multinacionais, startups.”


5. Não é preciso ter diploma para exercer a profissão

A professora explica que esse mito está relacionado à ideia de que pessoas não especializadas na área que entendem de tecnologia podem fazer o mesmo trabalho que o de um designer visual formado e cobrar por um preço inferior. “Tem o chamado ‘micreiro’, aquela pessoa que entende muito de computador e tem capacidade de entregar ‘produtos de design’ (entre aspas) por preços bem inferiores do que um designer formado”, afirma. “Há quem se considere designer sem ter feito uma graduação. Mas, apenas a formação acadêmica pode dar base, abrangência, repertório e consistência ao profissional. O designer formado tem uma atuação e uma ‘entrega’ que não se limitam a um produto estético”, enfatiza.

 

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