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5 pistas de como será o futuro do trabalho

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Especialistas das áreas de carreiras, tecnologia e transformação digital dão pistas de como será o mercado de trabalho na próxima década

De acordo com um relatório da consultoria McKinsey, entre 400 e 800 milhões de pessoas vão perder seus postos de trabalho por causa da automação até 2030. Por outro lado, profissões que ainda nem conhecemos devem surgir nos próximos anos.

Mas como se preparar para o mercado de trabalho em um cenário tão incerto? É o que investigamos conversando com profissionais das áreas de carreira, tecnologia e transformação digital.

Confira a seguir o que descobrimos:

1 – As mudanças não vão atingir apenas áreas de tecnologia

“Não se imaginava que o direito fosse ser afetado pela transformação digital. Aí aparece o Watson (Inteligência artificial da IBM) que faz o trabalho que a maior parte dos jovens recém-formados em direito fazem hoje em dia”, exemplifica Marcia Marques Portazio, professora da ESPM e orientadora de carreiras. “No mercado americano já há uma redução drástica na quantidade de oferta de trabalho para os jovens nessa área.” O mesmo deverá ocorrer em outras áreas.

2 – Noções de programação serão muito importantes

Alguns especialistas apontam que saber programar será fundamental para o profissional do futuro. Isso tem levado escolas particulares a incluírem disciplinas de robótica e programação em suas grades curriculares. Marcia também acredita na importância desse aprendizado. “Ouvi pessoas da psicologia dizerem que nossa área nunca seria afetada pela transformação digital. Mas já temos programas voltados para a seleção de pessoas”, comenta a especialista. “Se eu estivesse começando agora a minha carreira como psicóloga e fosse para a área organizacional, iria estudar de que forma posso aprender a programar.”

3 – Mudanças serão cada vez mais frequentes e necessárias

“O mercado está mudando com muita rapidez, o conhecimento que você tinha há dez anos já não serve para quase nada hoje”, comenta Adriana Gomes, líder do Programa de Integração Nacional de Carreiras da ESPM. “Antes, você ingressava no mercado com uma graduação e permanecia com aquela profissão por muitos anos. Mas a reciclagem e a adaptação vão ser cada vez mais frequentes.”

4 – Robôs poderão ser nossos colegas de trabalho

“Quando falamos em inteligência artificial, machine learning e IoT, a máquina é parceira do ser humano, podendo chegar a um ponto que ela é entendida como um ser.” É o que explicou JC Rorigues, professor da ESPM e diretor de operação da consultoria em transformação digital Neuremotion, em palestra no Social Media Week.

Segundo o especialista, antigamente encarávamos as máquinas como “artefatos que nos ajudavam a realizar alguma tarefa mecânica”. Mas hoje as vemos como “processadores que aumentam nossas capacidades cognitivas, de aprendizado e de organização da informação.” O futuro dessa relação deverá ser de parceria no trabalho.

5 – As softskills serão cada vez mais importantes

Empatia, criatividade e habilidade de negociação são algumas das habilidades que poderão nos diferenciar dos robôs. Muitos especialistas acreditam que as profissões do futuro estarão relacionadas a essas softskills.


Fique ligado nas novas tecnologias

“Tenho orientado os jovens para que acompanhem de perto tudo o que está acontecendo nesse processo de transformação digital”, diz Marcia. “Muitos nem ouviram falar sobre a 4ª revolução industrial (marcada pela convergência de tecnologias digitais, físicas e biológicas).”  

“Independentemente da profissão que você escolha, olhe sempre para a tecnologia”, recomenda Humberto Sandamann, professor da ESPM e especialista em aprendizado de máquina e inteligência artificial.

Acompanhe principalmente notícias sobre internet das coisas (IoT), inteligência artificial (IA) e 5G. Juntas, essas tecnologias devem mudar o mundo em que vivemos.

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Filipe Oliveira

Do clã Kardashian-Jenner a entrevistas com CEOs, até o título mundial do Corinthians. Nessa vida de jornalista já cobri de tudo um pouco: esportes, tv e cinema, agronegócio, tecnologia, negócios, empreendedorismo e setor automotivo. Depois de uma temporada de estudos e aventuras na África do Sul, voltei ao Brasil em busca de um novo desafio. Assim vim parar na equipe que criou e produz o #TMJ.

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