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6 áreas de atuação para quem se forma em Relações Internacionais

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As possibilidades vão da prospecção de mercados internacionais à instalação de hospitais para os Médicos Sem Fronteiras

Há um vasto campo de oportunidades de trabalho para quem se gradua em Relações Internacionais. Afinal, essa área não se resume a quem atua em uma secretaria governamental fazendo a ponte entre países. “O campo de RI é muito mais vasto do que o da diplomacia de estado. Trabalhar nessa área é pensar estrategicamente em várias frentes”, afirma Ana Simão, coordenadora do curso de Relações Internacionais da ESPM em Porto Alegre.

A possibilidade de transitar por diversos ambientes se deve à característica multidisciplinar da carreira. Tanto é, que o curso de graduação na área é fundamentado em áreas como história, ciência, política, economia, direito internacional público e privado, geografia, sociologia, antropologia e até marketing. Munido desses conhecimentos, o profissional desenvolve competências para trabalhar com dimensão e profundidade com o binômio conflito e cooperação, com estratégias políticas, sociais e de negócios, desenvolvendo métodos robustos e eficientes.

Para elucidar o que isso significa, a professora Ana Simão dá exemplos de carreiras que o profissional de RI pode seguir

Paradiplomacia

Compreende estabelecer acordos de cooperação entre cidades de um mesmo país ou de outras nações, seja buscando investimentos, internacionalizando serviços ou prospectando a instalação de empresas em municípios, entre outros. Essa área também envolve a realização de projetos sociais e a resolução de problemas semelhantes entre municípios intra e intercontinentais.

Diplomacia corporativa

Engloba a multidisciplinariedade inerente à RI, acrescida a práticas desenvolvidas para o melhor relacionamento de uma empresa com diferentes públicos. Uma multinacional que quer entrar em um país precisa conhecer a sua realidade e se adaptar a ela, conforme o perfil dessa nação, e o profissional de RI é fundamental para fazer a análise desse mercado e criar as pontes de relacionamento. ONGs como Médicos Sem Fronteiras, por exemplo, também são terreno para a diplomacia corporativa, que pode cuidar de todo processo de implantação de um hospital em um campo de refugiados, por exemplo.

Comércio exterior

Nesse segmento o internacionalista não atua como apenas um despachante aduaneiro, mas tem capacidade de traçar uma estratégia a partir da avaliação de mercados e da investigação e análise de futuros cenários, com base no entendimento da política internacional. Assim, consegue antecipar problemas e prever crises.

Marketing global

O profissional de RI que atua neste segmento é responsável pelo planejamento de entrada de uma empresa ou marca em um novo mercado, desenvolvendo estratégias sob medida para que ela se internacionalize com sucesso. O internacionalista precisa criar estratégias, considerando a diversidade cultural de cada país.

Diplomacia e academia  

Ana Simão se refere a esse campo com duas frentes de atuação – diplomacia de estado e segmento acadêmico – como “RI raiz”. O primeiro consiste na atuação diplomática entre nações, área em que o Brasil tem forte tradição. Na área acadêmica, o internacionalista não é apenas professor, mas também um pesquisador que instrumentaliza os tomadores de decisões, como governos e empresas, fornecendo conhecimento e insumos resultantes de pesquisas.

Consultoria política

O profissional trabalha em empresas dentro e fora do país, defendendo seus interesses em esferas políticas como o Congresso Nacional, por exemplo. Existem vários escritórios de consultoria política dedicados a trabalhar com análise de riscos políticos e regulamentários, gerenciamento de crise, monitoramento de políticas públicas e mapeamento de stakeholders. Da análise desse profissional podem surgir tomadas de decisões importantes, como a saída de uma empresa de um país cuja economia não vai bem, e que poderá trazer prejuízos à corporação.

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Tags:
Roberta De Lucca

Jornalista colaboradora do #TMJ.

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