Como escolher uma faculdade: 7 dicas para definir o curso e a instituição

Confira dicas de um orientador educacional sobre tudo o que deve se levar em conta para escolher o que e onde estudar

 

“A escolha de uma faculdade ou universidade não se faz da noite para o dia. Tem que ter planejamento e orientação”, afirma Luis Otavio Targa, orientador educacional e professor do colégio Vértice, de São Paulo. O conselho é valioso, porque nem sempre o estudante tem clareza de que profissão seguir e de onde estudar. Atualmente, existem 237 graduações de ensino superior cadastradas pelo MEC, o que pode dificultar a seleção da faculdade diante de tantas possibilidades. Para isso, vale, e muito, não só conversar com o orientador vocacional da escola, mas percorrer um roteiro:  

 

1. Descubra o que de fato você gosta 

As notas do boletim da escola nem sempre são a bússola que guia o caminho da escolha profissional. É mais importante o aluno fazer um exercício de autoconhecimento, procurando saber quais são as suas inteligências dominantes, como inteligência musical, linguística, cinestésica e matemática, por exemplo. Para saber como identificar, vale a pena ler o livro Inteligências Múltiplas: a Teoria na Prática, de Howard Gardner. 

 

2. Faça cursos rápidos nas áreas de seu interesse 

É importante o aluno fazer cursos nas áreas de conhecimento do seu interesse, porque o que se aprende em artes no ensino médio vai ser bem diferente numa faculdade de design – o mesmo se aplica a outras disciplinas. Esses cursos também servem para o estudante ter clareza sobre se gosta mesmo de determinada matéria, porque muitas vezes ele admira o professor e acha que tem apreço por uma disciplina, mas na realidade não é bem isso. 

 

Onde encontrar? Várias universidades, entre elas USP, Harvard e ESPM, oferecem cursos de férias de curta duração sobre saberes profissionais, o que é uma ótima oportunidade para entender melhor uma profissão. São online, gratuitos e têm até certificação. O importante é explorar possibilidades de acordo com as suas afinidades. 

 

Muitas escolas públicas e privadas promovem eletivas, que são cursos de curta duração com professores universitários voltados a ampliar o conhecimento do aluno sobre diversas áreas e o entendimento das profissões. 

 

3. Converse com profissionais da área  

Isso te ajudará a traçar um panorama real da profissão. Além de profissionais que já estão no mercado, vale conversar com quem está estudando na faculdade, seguir redes sociais de estudantes e centros acadêmicos ou falar com o orientador da escola e pedir dicas de ex-alunos. Só não é indicado falar com parentes, que por conta da intimidade, podem esconder descontentamentos com a profissão, tentar te impressionar ou focar apenas em pontos negativos da carreira.  

 

4. Siga instituições de ensino e professores nas redes 

Seguir perfis de faculdades, universidades e professores nas redes sociais ajuda a conhecer melhor uma graduação, mas cuidado com aqueles que têm apenas caráter de vendas. Procure acompanhar quem mostra como é o seu dia a dia na prática.  

 

5. Avalie a grade curricular do curso  

“Estudar” a grade curricular com profundidade dá uma ideia das áreas de atuação da profissão escolhida e amplia a noção de que um biólogo, por exemplo, estuda parasitas e pode se especializar em controle de saúde pública. Esse conhecimento permite que o aluno se imagine num ambiente profissional e o lugar que ele quer ocupar no trabalho e na sociedade.  

 

6. Visite as instituições  

É muito importante fazer um tour pelo campus para conhecer a infraestrutura da instituição e sentir o clima de onde se irá estudar. Nestas visitas é possível investigar também se o seu perfil e expectativas estão alinhados com a cultura da instituição. Se você deseja um ambiente para aprender e fazer networking, por exemplo, uma universidade cujo forte é pesquisa pode não ser a mais adequada. 

 

Fica a dica: existem entidades que trabalham com o sistema Problem Based Learing (PBL), que ensinam a partir da proposição de problemas e o professor atua como um condutor de conhecimento e não como formador. Quem gosta de pesquisar e descobrir como as coisas são tem o perfil ideal para esse tipo de aprendizado. Já quem prefere receber a informação de uma maneira mais passiva, deve buscar o sistema tradicional de ensino. Consulte a instituição para saber com qual sistema ela trabalha. 

 

Além de uma análise estrutural e cultural da instituição, passeie pela vizinhança e descubra os meios de transporte para chegar até lá. Se você for de outra cidade, não deixe para ir à instituição apenas no dia do vestibular. Você precisará de tempo para visitar repúblicas e procurar a rede de acolhimento do centro acadêmico, que tem a função de receber e orientar quem vem de fora. 

 

Se entrar em mais de uma faculdade e ficar com dúvida sobre qual escolher, o caminho é avaliar em qual delas você se sente melhor. A sensação de pertencimento na comunidade universitária é determinante para decidir onde estudar. 

 

7. Não se esqueça dos aspectos financeiros  

Avalie se o valor da matrícula e da mensalidade estão dentro do seu orçamento, levando em conta também possíveis reajustes ao longo do curso. Se necessário, busque programas de financiamento estudantil e de bolsas, como o Fies e o Prouni. Algumas instituições de ensino dão bolsas para os primeiros colocados no vestibular ou descontos na mensalidade para os alunos que trabalham como monitores, por exemplo.  

 

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