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17 filmes sobre racismo que você deveria assistir

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Talvez para as gerações mais novas, a discussão tenha aparecido agora. Mas o cinema tem dedicado espaço (e grandes filmes) ao tema há muito tempo – mesmo que menos do que ele mereça

As manifestações antirracistas motivadas pela morte de George Floyd, que aconteceram não somente nos EUA mas que tiraram muita gente do isolamento social em meio à pandemia, podem levar à conclusão de que o tema acabou de surgir no planeta. Infelizmente, racismo é uma questão que atravessa séculos – e não passou batida para a sétima arte, ajudando a manter a discussão sempre viva. Proporcionalmente aos 125 anos do cinema, o tema até que foi pouco explorado (direta ou indiretamente). Porém, o que foi produzido de alguma forma abordando o assunto inclui centenas de grandes filmes. Aqui, escolhemos dezessete deles.

12 Anos de Escravidão (2013)
A saga de Solomon Northup, homem livre que, vítima de uma emboscada, é sequestrado no ano de 1841, levado para longe de sua família e feito escravo pelo tempo do título: é esse o tempo que ele lutou para reconquistar sua liberdade e sua dignidade. Vencedor do Oscar de Melhor Filme em 2014.

A Cor Púrpura (1985)

Baseado no romance de Alice Walker, vencedor do Prêmio Pulitzer de 1983, o filme dirigido por Steven Spielberg conta a saga de Celie, uma garota sulista estuprada por seu próprio pai aos 14 anos, que dá à luz dois filhos dos quais é separada e é obrigada a se casar. Porém, seu objetivo na vida é reencontrar a irmã, que está na África.

À Espera de um Milagre (1999)
A partir da obra de Stephen King, o filme mostra o encontro entre um condenado à morte, acusado da morte de duas crianças, e seu carcereiro no corredor da morte (a tal “green mile” do título em inglês). Nessa convivência, fica clara a real personalidade do prisioneiro – e a questão da cor da pele como fator decisivo para sua condenação.

A Outra História Americana (1998)
Após a morte do pai, um bombeiro assassinado com um tiro enquanto atendia a uma ocorrência em um bairro negro, o jovem Derek se torna uma liderança juvenil skinhead e acaba matando brutalmente um jovem negro. Na cadeia, passa por um processo íntimo de rever seus preconceitos.

À Procura da Felicidade (2006)

Baseado na história real do hoje milionário Chris Gardner que, abandonado pela esposa, tendo de cuidar do filho de cinco anos e enfrentando grandes problemas financeiros, acaba tendo de dormir em abrigos ou nas ruas, enquanto batalha por dias melhores.

Bem-vindo à Marly-Gomont (2016)

Para fugir da ditadura do Congo, em 1975, um médico recém-formado segue para o vilarejo do título por causa de uma oferta de trabalho. Ao chegar, começa outra saga: a de vencer diferenças culturais e o preconceito.  


Django Livre (2012)

Roteirizado e dirigido por Quentin Tarantino, o filme mostra a trajetória de um caçador de recompensas e um escravo – que recebe a promessa de liberdade para ajudar na busca pelos irmãos assassinos Brittle. Mesmo liberto, Django decide seguir com o caçador – pois busca, na verdade, por sua esposa, que havia sido vendida a outro fazendeiro.

Faça a Coisa Certa (1989)

O diretor Spike Lee também atua como o entregador de pizzas neste filme que mostra a crescente tensão e animosidade entre o dono ítalo-americano de uma pizzaria do Brooklyn e um dos moradores do bairro – que fica indignado por não haver artistas afrodescendentes na “parede de ídolos” mantida no estabelecimento.

Fruitvale Station: A Última Parada (2013)

O filme inicia com cenas reais dos acontecimentos do dia 31 de dezembro de 2008 na estação Fruitvale – e passa a ser um longo flashback dramatizado de como o jovem Oscar, envolvido com problemas com a lei e desempregado, estava buscando saídas para sua vida com a namorada e a filha.


Green Book: O Guia (2018)

O road movie dramatiza a turnê de 1962 pelo Sul dos Estados Unidos do Dr. Don Shirley, renomado (e real) pianista afrodescendente, juntamente com o seu motorista ítalo-americano morador do Bronx. Pelo caminho, mostras de que sua fama e talento não eram impeditivos para demonstrações explícitas de segregação e racismo. 


Histórias Cruzadas (2011)

Uma garota branca do Mississipi, em plenos anos 1960, decide se tornar escritora e escolhe retratar a vida das empregadas negras, sua relação com patroas preconceituosas e os abusos sofridos por elas no dia a dia – enquanto abandonam seus filhos e casas para cuidar dos filhos e casas da elite branca.


Infiltrado na Klan (2018)

A história real do policial Ron Stallworth, que em 1978 conseguiu se infiltrar no grupo supremacista branco Ku Klux Klan do Colorado – criando um inteligente e intrincado jogo de telefonemas e cartas e a parceria com um policial branco – que se passou por ele quando precisou comparecer aos eventos pessoalmente.

Malcom X (1992)

A cinebiografia do líder afro-americano: um garoto de rua que perdeu o pai, um pastor, assassinado pela Klu Klux Klan, viu sua mãe ser internada por insanidade e aos 20 anos, na cadeia, se converteu ao islamismo. O filme se concentra nos seus anos de ódio pelos brancos que termina após sua peregrinação a Meca.

Mississippi em Chamas (1988)

Em 1964, dois agentes do FBI são enviados ao Mississipi para investigar a morte de três militantes dos direitos civis, em uma pequena comunidade onde as tensões e a violência marcam as relações raciais – que contaminam as ações policiais.

Quase Deuses (2004)

Vivien Thomas, marceneiro desempregado, começa a trabalhar como faxineiro no laboratório do médico Dr. Alfred Blalock durante a depressão em Nashville, em 1930. Rapidamente, como autodidata, ele começa a colaborar com o médico em suas pesquisas – mesmo precisando entrar escondido na universidade (o que era então proibido por questões racistas) e não levando qualquer crédito por sua participação nas descobertas médicas.

Sem asas (2019)

Curta-metragem brasileiro que retrata a inusitada descoberta de Zu, um garoto de 12 anos: ele pode voar! A alegoria do filme expõe a questão do racismo estrutural baseado na cor da pele. Clique aqui para assistir ao trailer.

Venus Negra (2010)

Saartjie é levada como escrava da África do Sul para a Europa em 1808 e, algum tempo depois, passa a ser exibida em circos de excentricidades como uma espécie de “mulher gorila”, dentro de uma gaiola.

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Jorge Tarquini

Sou um jornalista curioso e que se aventura por alguns lugares e experiências: já dirigi revistas, trabalho com produção de conteúdo, escrevo livros (um segredo: escrevi O Doce Veneno do Escorpião, o "livro da Bruna Surfistinha") e roteiros e, agora, faço parte da equipe que criou e produz o #TMJ. Ah: também virei professor de Jornalismo. Ansioso para descobrir para onde os novos tempos, meios e tecnologias podem me levar: afinal, é sempre um prazer me aventurar por novos desafios.

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