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Astronauta revela erros de filmes sobre o espaço sideral

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WALL-E, Perdido em Marte e Interestelar foram algumas das produções avaliadas pelo astronauta. Confira o que não poderia ser verdade nesses longas

Por Isabelle Aiko Nakazato

A revista Vanity Fair fez uma série de vídeos em que especialistas comentam filmes. Mas não são diretores, roteiristas ou qualquer um envolvido na área do cinema. Mas sim cozinheiros, linguistas, tatuadores e profissionais de diferentes ramos que avaliam se o que vemos na tela realmente acontece em suas áreas de atuação. Um dos episódios mais interessantes da série é o que um astronauta comenta sobre erros dos filmes que retratam o espaço.

O escolhido foi Chris Hadfield, que passou um total de 165 dias no espaço. Ele foi o primeiro canadense a fazer uma “caminhada espacial” e comandar uma expedição na Estação Espacial Internacional. Além disso, ele também é engenheiro e piloto militar. Se tem alguém nesse planeta que tem capacidade para criticar filmes em cenários extraterrestres, essa pessoa é Hadfield.

Nem WALL-E escapou das críticas!

Não há som no espaço, então todas aquelas cenas incríveis de batalhas em que há uma chuva de lasers com aqueles barulhinhos de “zum” ou o “boom” quando algo explode não aconteceriam. Sim, é de Star Wars que estamos falando! A Estrela da Morte deveria entrar em combustão em silêncio absoluto! E todas as batalhas entre naves rebeldes e imperiais em órbita são falsas: nada daquilo seria tão barulhento. 

E aqueles que já se sentem cientistas só por terem assistido a filmes bem criticados como Interestelar ou Gravidade podem baixar a bola! Chris não é misericordioso, e em poucos minutos destrói a “pseudointelectualidade” que esses filmes vendem. A gravidade, o conceito de tempo, e até mesmo a aparência dos astros está errada. Entretanto, até Hadfield admite que nem tudo pode ser tecnicamente correto, ou o filme perderia seu valor original: o de entretenimento. Mas, é somente isso, entretenimento, nada de ciência comprovada pode ser tirado das produções cinematográficas.

Perdido Em Marte também foi criticado

E não é só no aspecto intelectual que ele critica. Chris aponta vários comportamentos que astronautas nunca teriam, e até expõe aspectos machistas que muitos desses filmes tem. Somente os extremamente preparados e eficientes entram em órbita, não deveria haver nenhum tipo de pânico em situações para as quais eles foram treinados por meses (ou até mesmo anos) para lidarem, e em nenhum momento uma astronauta dependeria de qualquer membro masculino para poder resolver um problema. Hadfield diz que qualquer mulher que esteja na carreira espacial é tão capaz quanto qualquer homem, e os filmes acabam se esquecendo disso. 

É um pouco decepcionante ver todos os seus sonhos sobre uma experiência espacial serem arruinados. O vídeo é para aqueles que abandonam essas expectativas infantis, por mais que sejam extremamente satisfatórias, para realmente saber como é um cotidiano extraterrestre, e saber como essas pessoas em trajes brancos engraçados trabalham fora do planeta, em prol da ciência, sem nenhum tipo de ficção. A série está disponível tanto no site da revista quando em seu canal no YouTube. 

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Newronio ESPM

Blog sobre criatividade escrito pelos alunos do Arenas ESPM, agência experimental do curso de Publicidade e Propaganda da ESPM.

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