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Com o aumento da internacionalização das empresas, profissionais que dominam diferentes áreas estão em alta: é nesse nicho que os diplomatas corporativos entram em cena

Quando o assunto é diplomacia, é comum muita gente pensar apenas nas relações internacionais por meio de governantes, órgãos internacionais e embaixadas. No entanto, essa atividade tem importância primordial e estratégica também no mundo das organizações — ainda mais em um cenário cada vez mais globalizado, onde o protagonismo das empresas deve ser a meta. Um diplomata corporativo é o profissional que desenvolve, desenha e cria estratégias internacionais para gerenciar essa política externa.

“Ele representa os interesses corporativos, traça as negociações com outras empresas, com o governo, com instituições, com as organizações não governamentais e com a sociedade civil organizada”, Ana Regina Falkembach Simão, coordenadora do curso de Relações Internacionais ESPM-POA. “Em resumo, é o profissional que cria as pontes da empresa na qual trabalha com os diferentes stakeholders, tanto no próprio país quanto no exterior, com maior ou menor engajamento, sejam eles governo, acionistas, funcionários, clientes, fornecedores, concorrentes, entre outros.”

Conhecimento robusto e educação continuada

A coordenadora explica que a principal expertise dessa qualificação é o conhecimento multidisciplinar. “A sua demanda fundamental exige uma capacidade de utilizar informações diversas, cruzar conhecimentos, compreender e atuar em contextos distintos e em realidades muito complexas”, acrescenta.

Além disso, um diplomata corporativo deve ter a capacidade de saber avaliar questões culturais, cenários políticos e econômicos, e prospectar em todas essas conjunturas, em uma multidisciplinaridade própria dos cursos de Relações Internacionais — em que a grade contempla conteúdos de política, de história, de economia, de direito e de cultura.

”No caso do diplomata corporativo, ele tem que ter amplo repertório, que é a marca principal dos cursos de RI. E, tão importante quanto, dependendo da empresa na qual o diplomata corporativo atua, ele deverá agregar conhecimentos técnicos relativos a esse setor, com base em especializações e até gestão desse tipo de negócio.”

Então, o ideal é o investimento constante para se aprofundar em economia (micro e macro), finanças, política internacional. “Saber o tempo todo o que acontece no mundo, de entender de diferenças culturais, ter noções de direito internacional, focadas em contrato, mesmo que exista a área jurídica, também são fundamentais”, aconselha a coordenadora.

Soft skills

De acordo com a coordenadora de RI da ESPM, além de um curso regular de formação e o domínio de idiomas (inglês básico, espanhol, alemão, francês e, cada vez, mais, o chinês) o diplomata corporativo precisa desenvolver algumas habilidades. “Independentemente do segmento, a capacidade de negociação e o gerenciamento de crises são extremamente relevantes — ou melhor, obrigatórias — para esse profissional”, destaca.

“E, hoje, o bom diplomata corporativo, além de todas essas condições multidisciplinares, precisa ter como estratégia fundamental o gerenciamento de dados, importantíssimo para interpretá-los para a execução de qualquer projeto. Afinal, atualmente não adianta só coletar dados, mas saber o que fazer com eles”, avalia.

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Tags:
Patrícia Rodrigues

Jornalista colaboradora do #TMJ.

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