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Quer faturar como influencer? Veja o que as marcas esperam de você

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Credibilidade, engajamento e laços fortes são as palavras do momento no relacionamento das marcas com os influenciadores digitais

Quer faturar com os seus posts nas redes sociais? Então é bom ficar de olho no que as marcas buscam nos influenciadores digitais. Usando inteligência artificial, as empresas hoje procuram influencers com credibilidade que gerem engajamento e criem laços fortes com os consumidores. É o que afirmam especialistas de mídia e marketing digital consultados pelo #TMJ.

De acordo com Diego Oliveira, Supervisor da Área de Mídia e Dados da ESPM, até pouco tempo os anunciantes acreditavam que quanto maior fosse o número de seguidores de um influencer, melhor seria o resultado das ações de marketing de influência. “Mas atualmente muitas empresas têm questionado a escolha dos influenciadores digitais em suas estratégias. As marcas observaram na análise de contribuição que influencers não têm colaborado com o resultado”, comenta o professor.

Uma das razões apontadas por Oliveira é que nem todos influencers conseguem estabelecer verdadeiras conexões com os fãs. “As marcas hoje querem laços fortes. É mais fácil acreditar que alguém igual a mim foi a Paris ou comprou um carro, mesmo se parcelou, do que ver uma celebridade dizendo: compre o carro. Ela tem como comprar ou viajar, a pessoa comum não”, explica o acadêmico. 

Nesse cenário, as empresas passaram a utilizar também microinfluenciadores e nanoinfluenciadores em suas ações. É o que explica Marina Wajnsztejn, consultora digital e professora do curso de Publicidade e Propaganda da ESPM. “Vamos supor que eu tenha mil amigos no Facebook. Se eu coloco algo que eu gosto e 50 pessoas leem, estou influenciando essas pessoas”, comenta a professora. “E se eu consigo falar com 50 pessoas, tem muito mais gente que pode fazer o mesmo. Multiplique tudo isso e você chega a audiências grandes. É uma espécie de boca a boca digital”.

Para que o sucesso com essas ações seja alcançado, dois fatores são fundamentais: espontaneidade e credibilidade. “Quanto mais espontâneo, autêntico e original quem estiver divulgando minha marca for, melhor será o resultado”, afirma Oliveira. “O review de um celular feito pela imprensa tem pontos técnicos, como quantos pixels tem a câmera e qual a memória RAM do aparelho. Já o influenciador pode simplesmente dizer que ama o smartphone porque ele tira as melhores fotos dos seus filhos”, diz Wajnsztejn.

Sorria, você pode estar sendo observado

Empresas como o Influency.me utilizam inteligência artificial para buscar no Youtube, Instagram, Facebook, e LinkedIn criadores de conteúdo. “Nosso robô capta o que as pessoas falam, transforma em texto e analisa. Também diz a audiência do influenciador, a idade do público e quais marcas ele costuma citar”. Foi o que explicou Rafael Arty, 28 anos, head do Influency.me, em palestra no Executive Week, evento realizado pela ESPM no começo de maio. Com esses dados, as empresas escolhem os influenciadores e microinfluenciadores que melhor podem ajudar na divulgação de seus produtos. Viu aí, blogueirinho. O próximo escolhido pode ser você.

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Filipe Oliveira

Do clã Kardashian-Jenner a entrevistas com CEOs, até o título mundial do Corinthians. Nessa vida de jornalista já cobri de tudo um pouco: esportes, tv e cinema, agronegócio, tecnologia, negócios, empreendedorismo e setor automotivo. Depois de uma temporada de estudos e aventuras na África do Sul, voltei ao Brasil em busca de um novo desafio. Assim vim parar na equipe que criou e produz o #TMJ.

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