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Como identificar perfis fakes e bots na internet

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Especialista em ciência da computação e inteligência artificial dá dicas para que você não caia em golpes com fakes e robôs na internet

Por trás de um perfil fake na internet podem existir pessoas com diversos objetivos: cometer crimes de patrimônio, influenciar em campanhas políticas e até mesmo cometer atos de pedofilia na internet. Para te ajudar a se proteger dessas ameaças, conversamos com Humberto Sandmann, professor de tech da ESPM. Confira a seguir algumas dicas do especialista em ciência da computação e inteligência artificial que vão te ajudar a escapar desses golpes.

E aí, fake!

Sempre que for acionado por um desconhecido na internet, faça uma investigação no perfil. Observe as conexões, se a foto é comum ou se pode ter sido obtida na internet (buscas por imagem no Google podem ajudar). “E mesmo que passe por essas etapas, não significa que vou dar crédito para aquele perfil. Qualquer relação de confiança acontece com o tempo. Se eu não conheço a pessoa pessoalmente, não tive contato olho no olho, não sei quem é”, afirma Sandmann. “Nem ligar uma webcam é suficiente.”

Amigos fakes

Até mesmo os amigos de um perfil fake podem ser falsos. Em eleições recentes no Brasil, por exemplo, redes com vários perfis fakes foram criadas para atacar candidatos adversários e disseminar fake news. É o que mostrou uma investigação da BBC Brasil.

Segundo Humberto, os administradores costumam alimentar esses perfis com postagens padronizadas, o que facilita a identificação. “O ser humano é ótimo para encontrar padrões e lembra facilmente que já viu aquilo [um post, por exemplo] em algum lugar.”

Tinder logado, perigo dobrado

Em apps de relacionamento, você deve tomar ainda mais cuidado com quem se comunica. Afinal, matchs costumam resultar em encontros e em alguns casos até em trocas de nudes em outros aplicativos de mensagens. “Você pode cair, por exemplo, em um esquema de chantagem depois de mandar foto para aquela pessoa”, alerta Sandmann.

E os bots?

via GIPHY

Sandmann destaca que os seres humanos costumam perceber facilmente quando estão interagindo com robôs por causa da falta de empatia dos bots. “A máquina não tem o feeling para perceber para onde está indo a conversa ou o humor”, diz o especialista. Mas se ainda assim você estiver na dúvida, o melhor jeito de descobrir se o perfil é um robô ou não é fazer perguntas. “Você pode fazer lógica cíclica. Pergunta algo, o perfil responde e se você volta ao assunto, ele responde do mesmo jeito, sem mudar o estilo da resposta.”

Veja a seguir um exemplo de diálogo:   

Você fala: ‘Então você é um ser humano?’.  O outro perfil responde: ‘Sim, sou um ser humano’. Aí você insiste: ‘Mas você tem certeza?’ e o bot volta a responder ‘Sim, sou um ser humano’.

“Ela vai ficar repetindo aquela frase porque tem maior probabilidade de ser a resposta esperada pelo humano”, afirma o especialista.

“Para identificar bots você também pode fazer usar dilemas éticos que o robô não consegue responder perfeitamente”, sugere o professor. Exemplo: ‘Estou andando com um carro e não consigo frear a tempo. Se tem uma idosa de um lado e uma criança do outro, quem eu atropelo?’. “O robô fica perdido em uma dessas”, diz Sandmann. Nota da redação: Nós também ficaríamos.

“Ou faça perguntas sem sentido para ele, que aí ele vai insistir respondendo com uma pergunta aleatória. É algo fácil de você pegar.”

Curiosidade:
Segundo Sandmann, no passado se fazia uma pergunta clássica para descobrir se a conversa era com um bot: ‘O que é um M ao contrário?’. A máquina se perdia, porque ela não sabia que poderia ser um W.”  

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Filipe Oliveira

Do clã Kardashian-Jenner a entrevistas com CEOs, até o título mundial do Corinthians. Nessa vida de jornalista já cobri de tudo um pouco: esportes, tv e cinema, agronegócio, tecnologia, negócios, empreendedorismo e setor automotivo. Depois de uma temporada de estudos e aventuras na África do Sul, voltei ao Brasil em busca de um novo desafio. Assim vim parar na equipe que criou e produz o #TMJ.

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