Conheça a história do jornalismo infantojuvenil no Brasil

O importante papel de veículos que ajudaram (e ajudam) a criar não apenas “leitores” – mas jovens com prazer de ler, se informar e desenvolver pensamento crítico  

 

Nos dias de hoje, quando pensamos em veículos voltados para o público infanto-juvenil, ninguém mais imagina que seja possível existir algo fora do universo digital – Instagram, Tik Tok, YouTube etc. Ou melhor: é inimaginável que alguém ache que uma criança ou um jovem adolescente vá querer saber, por exemplo, de um jornal impresso ou uma revista em quadrinhos (que foram as pioneiras publicações para esse público). Pois saiba que, além de terem sido muito importantes no passado, ainda há veículos que abrigam conteúdos mais substanciosos e até mesmo jornalísticos – seja no mundo digital ou até mesmo no impresso. 
 
A maioria dos pioneiros se apoiou no sucesso das HQs, com tirinhas ou histórias inteiras, informações no formato almanaque, contos e histórias infantis. Uma maneira de fazer com que as crianças ganhassem intimidade com o veículo e, a exemplo do que via os adultos fazendo, desenvolvessem o gosto por leituras mais substanciais – e jornalísticas. Ou seja: uma ponte para futuros leitores. 
 
Conheça aqui alguns dos veículos pioneiros e clássicos, que ajudaram a introduzir crianças e jovens no universo da mídia impressa – e o que hoje é feito para ajudar a formar consumidores de informação jornalística.

 

Suplemento Juvenil

 

Lançado em 14 de março de 1934, originalmente como Suplemento Infantil pelo jornal A Nação, foi uma iniciativa do jornalista Adolfo Aizen – que havia sugerido a ideia para seu patrão, Roberto Marinho, que disse não… O forte eram as HQs e contos ilustrados. Fez tanto sucesso que, apenas três anos depois, o dono de O Globo se rendeu…

 

O Globinho 

 

Em 12 de junho de 1937, o jornal O Globo lançou sua revista O Globo Juvenil – que viria a se tornar, em dezembro de 1938, em O Globinho. Reunia, além das HQs de heróis estrangeiros (como Zorro e Fantasma) e nacionais (Pery Borba, com desenhos de Israel e argumento de Pinheiro Lemos), contos policiais, ilustrados ou de aventura. Teve sua última edição impressa em junho de 2013, depois de 76 anos, passando a ter apenas a versão digital. Infelizmente, a última atualização registrada nessa página data de 27/11/2015… 

 

Folhinha de S.Paulo 

 

Lançado em 8 de setembro de 1963, com 16 páginas e circulava originalmente aos domingos, virou apenas Folhinha em 29 de novembro de 1987. Deixou de ser impresso em abril de 2016. Inicialmente com a fórmula tirinhas (principalmente as de Maurício de Souza), jogos e brincadeiras, investiu em reportagens sobre ecologia, tecnologia e educação produzidas para o universo infantil.

 

Estadinho 

 

Baseado inicialmente em tirinhas e passatempos da Turma da Mônica, o suplemento de O Estado de S. Paulo chegou às bancas em 8 de novembro de 1987 – e se aprimorou ao longo do tempo, para trazer reportagens de cunho cultural, com programação infantil, e informativos. Circulou de forma impressa até abril de 2013.

 

Revista Recreio 

 

Essa revista, criada pela Editora Abril, teve duas “encarnações”: a primeira de maio de 1969 a 1981 e a segunda de março de 2000 a setembro de 2018. Com reportagens que orbitavam em torno de temas como games, meio ambiente e temas lúdicos e educativos, trazia ainda curiosidades, testes e quadrinhos. Em 2020, passou a ser publicada no formato digital.

 

Jornal Joca 

 

Primeiro jornal exclusivo para jovens e crianças, sem ser um encarte ou suplemento de outro veículo, traz notícias da atualidade e de formação cidadã por meio do jornalismo infantojuvenil. Lançado em 2011 pela editora Magia, é um projeto pessoal da fundadora Stéfhanie Habrich. Além da versão impressa, produz plataformas de suporte digital e de uso educacional para professores, escolas e familiares. 

 

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