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Designer italiana reúne mais de 650 símbolos de civilizações antigas em enciclopédia digital para artistas

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Ícones – que estão sendo chamados de “os emojis mais antigos do mundo” – foram catalogados para ajudar designers, tatuadores e artistas visuais em busca de inspiração e referências para as suas artes. Conversamos com Michela Graziani, responsável pelo projeto

Michela Graziani, uma designer italiana baseada em Roma, passou três anos pesquisando símbolos de civilizações antigas e os reuniu em uma enciclopédia digital com mais de 650 imagens. O projeto chamado Symbolikon conta com ícones de origem maia, asteca, egípcia, inca e maori, entre outras civilizações e comunidades indígenas.

Os ícones foram organizados em 25 categorias e tageados para facilitar as buscas de designers, tatuadores e artistas visuais em busca de inspiração. Segundo informações publicadas pela Fast Company, que chamou o acervo de “os emojis mais antigos do mundo”, digitando no banco de imagens “renascimento” ou “amor”, por exemplo, é possível encontrar uma lista com diferentes símbolos relacionados a essas palavras em diferentes continentes e culturas.

Symbolikon – Extended visual library of Ethno Esoteric symbols for creatives from Michela Graziani on Vimeo.

Em entrevista exclusiva ao #TMJ, a italiana explicou a importância de designers buscarem referências desse tipo para produzirem suas artes. “É fácil pensar que o designer encontra um glifo enquanto navega em um site de viagens planejando suas férias. Talvez ele goste do visual e use isso em seu próximo projeto de design para uma empresa do setor farmacêutico”, diz Graziani . “Agora, imagine que o glifo que visualmente é agradável seja um antigo símbolo para a morte. Isso seria embaraçoso para a marca e para o designer. É por isso que acredito que organizar, categorizar e digitalizar uma biblioteca de símbolos é tão importante”.

Segundo Graziani, o trabalho de criação de um designer é baseado no conhecimento pessoal, experiência cultural e no trabalho de outras gerações de designers. “É fácil pensar que a soma de inspiração e imaginação resultam em criação. Mas, antes de inspiração vem curadoria”.

 

Foto: Michela Graziani

Em um texto em que dá mais detalhes sobre o seu projeto (veja aqui), Graziani diz que o logo do Bluetooth é o exemplo perfeito de como símbolos antigos podem inspirar o design moderno. A tecnologia desenvolvida pela empresa sueca Ericsson foi nomeada com inspiração no rei viking Harald Blåtand (Blue-tooth em inglês). Blåtand era conhecido por suas habilidades de negociação e comunicação, o que a Ericsson achou ter tudo a ver com sua tecnologia. O símbolo que representa a tecnologia é uma fusão dos caracteres nórdicos para as letras H e B, iniciais do nome de Harald Blåtand.

 

Foto: Michela Graziani

Para reunir os símbolos do projeto Symbolikon e garantir sua autenticidade, Graziani pesquisou em livros, consultou antropólogos, historiadores, outros designers e autores. “Aprendi muito sobre culturas antigas e como eles categorizavam os fatos e significados da vida. Foi uma jornada divertida e intrigante”.

Uma campanha de arrecadação para financiar o projeto está sendo realizada no site Kickstarter. Quem colabora com US$ 28 ou mais recebe acesso total à biblioteca e uma licença para baixar e usar os símbolos. Também é possível participar com valores inferiores.

Graziani planeja expandir sua enciclopédia digital de ícones para outras culturas.

 

Foto: Michela Graziani

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Filipe Oliveira

Do clã Kardashian-Jenner a entrevistas com CEOs, até o título mundial do Corinthians. Nessa vida de jornalista já cobri de tudo um pouco: esportes, tv e cinema, agronegócio, tecnologia, negócios, empreendedorismo e setor automotivo. Depois de uma temporada de estudos e aventuras na África do Sul, voltei ao Brasil em busca de um novo desafio. Assim vim parar na equipe que criou e produz o #TMJ.

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