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Qual o impacto da transformação digital nos escritórios de advocacia?

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Dos certificados digitais ao blockchain. Para agilizar os processos, escritórios investem em inteligência artificial e big data

Não há dúvida de que o século XXI trouxe mudanças fundamentais para profissões da área jurídica. Essas mudanças não são inteiramente voltadas aos profissionais, mas referem-se principalmente à relação entre a prática jurídica e as tendências digitais e o meio ambiente.

Embora nem todos os juristas tenham percebido, mudanças no mercado jurídico já acontecem há algum tempo. A publicação do Provimento 94/2000-OAB, que prevê a publicidade, a propaganda e informação das legislações aplicáveis, é um claro sinal de digitalização da área.

O principal objetivo do anexo da publicação é o capítulo IV do Código de Ética e Disciplina da OAB, que visa justamente padronizar determinadas ações por meio de canais na Internet como sites, redes sociais, e-mail e ferramentas de busca. Portanto, o marketing jurídico oficialmente desempenha um papel importante neste mercado.

Petições eletrônicas

Desde 2005, são testadas as petições eletrônicas, procedimento que passou a ser obrigatório em 2013 com a edição da Resolução nº 14/2013, que regulamenta os procedimentos judiciais eletrônicos e determina que petições iniciais e incidentais sejam recebidas e processadas de forma digital. A decisão gerou grande turbulência nos escritórios jurídicos, que viram a necessidade de adequar seus processos internos, bem como equipamentos de informática e infraestrutura de Internet

Mais importante ainda, o novo procedimento tem desempenhado um papel lembrando os advogados a prestar atenção a questões como segurança da informação, compliance e automação de processos. Esses chamados termos “técnicos” que pareciam tão distantes dos advogados se tornaram práticas cotidianas que constituem a chamada “transformação digital”.

Certificados digitais, blockchain e lawtechs

Dos certificados digitais ao blockchain, muitas coisas vêm acontecendo. No momento, os escritórios de advocacia estão (ou deveriam) estar muito familiarizados com as diversas tecnologias integradas à prática jurídica diária. Atualmente, podemos falar do ecossistema que conecta tecnologia e direito, é neste contexto que surgem as lawtechs, startups dedicadas a fornecer inovações ao mercado jurídico.

IA e Big Data

Se houve um debate sobre a necessidade de usar software jurídico há dez anos, a discussão agora é sobre como implementar soluções de inteligência artificial e big data para agilizar o processo, seja nas bancas de jornal ou no tribunal.

Atendimento digitalizado

O atendimento ao cliente no escritório também está passando por uma revolução incrível. Desde a consulta e acompanhamento das necessidades contenciosas promovidas através da digitalização até à relação quotidiana das necessidades de consulta, existem dezenas de ferramentas digitais que facilitam a comunicação e poupam tempo, um bem valioso.

O software jurídico já se mostra eficientes nos escritórios e nos seus departamentos (processos, administração legal, financeiro etc.), mas também em SaaS (software como serviço) ou PaaS (plataforma como serviço). Estas tecnologias promovem a mobilidade e colaboração no fluxo de trabalho.

Dadas todas as mudanças, é claro que um novo paradigma jurídico de negócios é iminente. Gestão, negócios, inovação, marketing e cultura organizacional não são mais jargões inatingíveis, mas passaram a fazer parte da rotina dos escritórios. Os advogados precisam considerar a tecnologia inovadora e as habilidades comportamentais necessárias na era digital para desenvolver um novo modelo de trabalho.

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Luiz Carlos Corrêa

Professor de direito da ESPM e Membro da Comissão de Direito Digital da OAB/SP. Possui Graduação em Direito, Mestrado em Ciências da Engenharia Ambiental pela Universidade de São Paulo e Doutorado em Direito - Função Social do Direito.

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