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Tudo o que você precisa saber sobre o sucesso do K-Pop

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Maypi Takeyama, criadora de conteúdo e youtuber especializada em cultura oriental e K-Pop, desvendou os segredos do sucesso econômico do ritmo sul-coreano em palestra no Social Media Week

“Se o BTS falar que vai comprar um cookie da Nestlé, as fãs vão acabar com o estoque desse cookie no mundo inteiro”. É o que afirmou Maypi Takeyama, criadora de conteúdo e youtuber especializada em cultura oriental e K-Pop, ao explicar o sucesso do ritmo sul-coreano, durante palestra no Social Media Week. O evento de comunicação digital está sendo realizado entre os dias 9 e 13 de setembro na ESPM.

De acordo com a especialista, ao contrário do que muitos imaginam, o K-pop não é algo novo, que nasceu com o Psy e o sucesso Gangnam Style, primeiro videoclipe a atingir 1 bilhão de visualizações no YouTube. “Começou em 1992 com elementos audiovisuais muito diferentes do que a Coreia estava acostumada. Foi um choque, uma música totalmente moderna para a época”, explicou Takeyama.

O estilo musical, de batida acelerada e dançante, é a mistura de vários ritmos, como pop, rock, jazz, hip hop, folk, R&B e jazz. E as letras são marcadas por reclamações políticas dos jovens. Gangnam Style, por exemplo, é uma crítica social ao consumismo e aos novos ricos de Seul. 

Takeyama destacou que o ritmo sul-coreano chegou aos Estados Unidos muito antes do sucesso de Psy, em uma cena do filme 3 Ninjas Contra-Atacam com a música Nan Arayo, do grupo Seo Taiji and Boys, como trilha. “Não é algo novo. Não foi descoberto agora”.

Para a especialista, o sucesso do ritmo pelo mundo está associado a um conjunto de fatores, principalmente visuais, mas ela acredita que o principal deles é a crítica política nas letras. “As pessoas ouvem e vão pesquisar o que significa. Mesmo não entendendo [o idioma] se identificam”.

Por trás dessa indústria também está o que ficou conhecido como Onda Coreana, termo usado para descrever a popularização da cultura sul-coreana a partir dos anos 1990. “O governo coreano se juntou com empresários e fez um grande investimento no mercado de entretenimento para exportação. O objetivo era atingir a Ásia, exportando as músicas e novelas coreanas”.

Mas como esse ritmo se tornou um fenômeno também no Brasil? De acordo com Takeyama, a história do K-Pop na terra do samba pode ter começado graças a uma máquina de dança, uma espécie de fliperama de Just Dance, que chegou ao País no final de 1999. “Conheci o K-pop por causa dessa máquina. Dancei na terceira geração dessa máquina, que tinha 90% de músicas K-pop. Para mim e muita gente, o k-pop veio ao Brasil por causa dessa máquina”.

As lições do K-pop

Segundo Takeyama, o ritmo tem influenciado no comportamento de muitos jovens pelo mundo. “A Coreia do Sul e a Ásia têm uma questão muito forte de respeito aos mais velhos. Nos eventos de K-pop, os jovens aprendem isso e começam a agir como os coreanos”, contou a youtuber.

O amadurecimento físico, mental e emocional também é uma mensagem transmitida aos jovens, já que seus ídolos passam por um longo processo para se tornarem estrelas do K-Pop. “A maioria dos artistas entra como trainee. Vão para um alojamento em que têm que estudar, treinar e cantar. São educados a serem cantores, dançarinos e modelos”, explicou Takeyama. “Outra coisa que os grupos têm muito forte na Coreia é a questão da amizade e união. Os artistas moram juntos, acabam se tornando uma família, um apoia o outro.”

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Filipe Oliveira

Do clã Kardashian-Jenner a entrevistas com CEOs, até o título mundial do Corinthians. Nessa vida de jornalista já cobri de tudo um pouco: esportes, tv e cinema, agronegócio, tecnologia, negócios, empreendedorismo e setor automotivo. Depois de uma temporada de estudos e aventuras na África do Sul, voltei ao Brasil em busca de um novo desafio. Assim vim parar na equipe que criou e produz o #TMJ.

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