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Em tempo de incertezas, como o de uma pandemia, é preciso separar o que é momentâneo e o que traz insegurança no longo prazo. Sua sanidade e seu futuro agradecem

O peso do cotidiano não pode impedir as pessoas de viver. Ok, parece papo de autoajuda, mas é uma verdade simples. Imagine se tudo aquilo que você “tem de fazer” todos os dias impedisse planejamento, o olhar no futuro, planos etc.

Vou te ajudar com uma lista breve (e incompleta):

  • acordar
  • lavar o rosto e escovar os dentes
  • tomar banho
  • vestir-se
  • tomar café da manhã
  • ir para a escola ou o trabalho (ou abrir o computador para estudar e trabalhar)
  • talvez tenha de limpar a casa
  • almoçar (algumas pessoas precisam antes preparar suas refeições…)
  • voltar a trabalhar ou estudar (algumas pessoas ainda precisam lavar a louça…)
  • cuidar dos deveres da escola (ou do trabalho mesmo)
  • adicione aqui o que mais faz parte de seu dia a dia…

Enfim, todo santo dia você vai ter de cuidar de um monte de coisas que se repetem ad infinitum, em looping. E ainda tem de se preocupar com o “imediato”: haverá contas para pagar, questões de saúde, dar atenção a um monte de assuntos e pessoas que demandam sua atenção.

O peso desse cotidiano ganhou contornos bem concretos no dia em que todos nós nos vimos em distanciamento social, trancados em casa. Tudo virou uma coisa gigantesca. Nesse “dia da marmota” em que a vida se transformou, as preocupações com o aqui e agora tomam 110% de nossa atenção, não? Parece que não há espaço para cuidar ou pensar em mais nada.

Fica uma pergunta: como fica a vida no longo prazo?

Sim, em algum momento (mais cedo ou mais tarde – como parece ser o caso, infelizmente) as paredes do isolamento cairão. E a vastidão do mundo e da vida vão invadir nossos “pequenos” cotidianos.

Uma maneira de encarar a reta final desse momento com um mínimo de sanidade vai depender de termos perspectiva. Isso mesmo: se há seis meses resumimos tudo à sobrevivência imediata, será mortal estarmos enferrujados para todo resto.

Pode começar pensando em coisas básicas, como uma futura viagem, ou algo mais perene, como um novo emprego, talvez uma mudança de carreira ou de curso, uma casa nova…

Por mais que não pareça, o que mais temos neste momento de isolamento é a oportunidade de olhar para nós mesmos, nossas vontades, desejos e desafios. Uma boa hora para a gente se “resolver”. 

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Jorge Tarquini

Sou um jornalista curioso e que se aventura por alguns lugares e experiências: já dirigi revistas, trabalho com produção de conteúdo, escrevo livros (um segredo: escrevi O Doce Veneno do Escorpião, o "livro da Bruna Surfistinha") e roteiros e, agora, faço parte da equipe que criou e produz o #TMJ. Ah: também virei professor de Jornalismo. Ansioso para descobrir para onde os novos tempos, meios e tecnologias podem me levar: afinal, é sempre um prazer me aventurar por novos desafios.

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