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“Você está disposto a abrir mão do Facebook e WhatsApp para preservar sua privacidade?”

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É o que questionou Luciana Burger, especialista em marketing digital e professora da ESPM, que palestrou sobre privacidade no Social Media Week

Quanto vale sua privacidade? Já parou para pensar que você abre mão dela em troca de uma promoção, um joguinho, um aplicativo ou simplesmente para acessar uma rede WiFi? É o que alertou Luciana Burger, especialista em marketing digital e professora da ESPM, que palestrou sobre privacidade no Social Media Week. O evento de comunicação digital foi realizado entre os dias 9 e 13 de setembro na ESPM. “Você está disposto a abrir mão do Facebook, LinkedIn, WhatsApp, Instagram e não dar dado nenhum para essas empresas? Seu celular só vai servir para ligar. Esse é o preço da privacidade”, comenta Luciana.

“A privacidade continua sendo um direito em nossa constituição. Só temos problemas porque nos expomos”, comentou a especialista. “Frete grátis, desconto, qualquer espelhinho que nos oferecem, trocamos por nossa privacidade”, afirmou a especialista.

Segundo Burger, a privacidade foi um dos principais temas debatidos no SXSW, um dos maiores eventos de inovação do mundo, realizado entre os dias 8 e 17 de março na cidade de Austin, nos Estados Unidos. Ela cita, por exemplo, uma palestra que acompanhou da futurista Amy Webb, chamada Privacy is Dead (A Privacidade está Morta). “É o fim de uma era. O mundo da privacidade não é o que era e já não tem volta”, diz a professora. “As pessoas mais jovens já nasceram em um mundo em que a privacidade talvez não seja tão garantida”.

Mas afinal, quando passamos a nos preocupar com esse tema? Segundo Luciana, a menos de 150 anos. “Se você prestar atenção nas sociedades mais antigas, ninguém falava de privacidade. É algo que nos acostumamos a ter há pouco tempo e morremos se não tivermos”.

De acordo com Burger, a comunicação foi um dos principais motivos para nos preocuparmos com a segurança de nossas informações e conteúdo de nossas conversas. “Mandávamos carta e ninguém abria carta de ninguém. Abrir a carta de alguém é uma ofensa profunda, pior do que abrir o celular para ver o Whatsapp”, lembra a professora. “Até que inventarem o Telex, que alguém tinha que ler as mensagens no caminho. Isso começou a devassar essas comunicações entre as pessoas. Começou uma preocupação de como protegermos a comunicação que temos e cada vez mais fomos perdendo esse controle”.

A professora destaca que hoje são as grandes empresas que estão coletando nossos dados, o que vem gerando discussões no mundo todo. E questiona o que vai acontecer quando tivermos um único arquivo que concentre todos os dados das pessoas. “Imagine um arquivo com seu histórico escolar, seus registros legais, casamentos e divórcios, processos que não pagou, dados financeiros, bancários, viagens que fez e onde ficou.”

Segundo a especialista, a tecnologia possibilitará, por exemplo, que médicos de qualquer lugar tenham acesso aos seus exames. “Pode ser bom para você prever doenças, mas e se um plano de saúde não fechar contrato com você porque sabe que você tem algum problema?”.

Um perigo ainda maior será o controle e coleta de dados por parte de governos, algo que já ocorre na China. Segundo Burger, o medo e a insegurança são usados para conseguir o consentimento das pessoas. “O argumento é que quando você estiver no metrô, vai ter certeza que não tem nenhum fugitivo ao seu lado porque vamos estar filmando. Você vai pensar: ‘Tá bom, então me filme, porque vou estar mais protegido’”.  

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Filipe Oliveira

Do clã Kardashian-Jenner a entrevistas com CEOs, até o título mundial do Corinthians. Nessa vida de jornalista já cobri de tudo um pouco: esportes, tv e cinema, agronegócio, tecnologia, negócios, empreendedorismo e setor automotivo. Depois de uma temporada de estudos e aventuras na África do Sul, voltei ao Brasil em busca de um novo desafio. Assim vim parar na equipe que criou e produz o #TMJ.

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