12 mitos sobre a carreira em Jornalismo

Maria Elisabete Antonioli, coordenadora desse curso na ESPM, revela as principais “lendas” da profissão e explica o porquê de elas estarem bem longe da realidade

 

Apesar de muita informação disponível, muita gente acredita em certas “lendas” que rondam o Jornalismo. “Mesmo com o vestibular, referências no mercado e conhecimento sobre algumas áreas da profissão, existem situações que ainda pairam no imaginário de muitas pessoas, e não só de alunos”, afirma a professora Maria Elisabete Antonioli, coordenadora da graduação em Jornalismo da ESPM em São Paulo.  Confira, a seguir, os 12 principais mitos sobre a carreira na área:  

 
1. Não é preciso ter diploma para exercer a profissão 

 

Embora realmente não haja a obrigatoriedade, essa forma de pensar cai ano a ano. Isso porque, comprovadamente, as empresas dão clara preferência a quem tem formação na área. 
 

2. É uma área em decadência  

 

Muito pelo contrário: os lugares para trabalhar aumentaram muito com a digitalização e novas tecnologias. Todos os tipos de empresa contratam jornalistas (não só as tradicionais, como TV, rádio e impresso e demais as áreas de comunicação). Há uma grande oferta de vagas e carreiras a seguir, além da “reportagem clássica”, não ligadas à comunicação — inclusive em grandes corporações, no setor de serviços, organizações não-governamentais, em empreendedorismo e em startups
 

3. Jornalista não precisa saber nada de exatas 

 

Cada vez mais, com o Jornalismo de dados, é preciso lidar bem com tabelas de Excel, gráficos, estatísticas e análises que fazem parte das novas exigências das carreiras de comunicação. Além disso, as melhores matrizes curriculares englobam disciplinas da área de economia, finanças e outras para dar suporte e enriquecer os conteúdos. 
 

4. Jornalismo é um curso fácil por ser de humanas 

 

Pura ilusão! O Jornalismo, assim como outras profissões de Humanas, exige muitas leituras em várias outras áreas (Sociologia, Filosofia, Antropologia, Economia etc.) que colaboram para que o aluno desenvolva o pensamento crítico e reflexivo. 
 

5. Quem quer seguir carreira na área já tem que ter o dom de escrever bem 

 

Apesar de o texto ser a base de tudo que se faz em jornalismo, um conteúdo “bem escrito” é algo que pode ser aprendido e aprimorado dia a dia, apoiado em muitas e constantes leituras (fundamentais!). Só um alerta: dificilmente quem não gosta de ler vai conseguir se expressar bem por meio de textos. A leitura caminha lado a lado com o escrever: sem isso o bom jornalista não tem repertório. 
 

6. Não é uma carreira para tímidos  

 

O Jornalismo, assim como outras profissões, também possui atividades mais introspectivas, em que os candidatos podem encontrar sua aderência. Há espaços para todos os perfis de personalidade. 
 

7. Jornalista não pode dar opinião 

 

As editorias dos veículos de comunicação contam com artigos assinados e colunas justamente para demonstrar, dar espaço ou apoiar a diversidade de pontos de vista. Eles não representam, necessariamente, a posição da organização de comunicação e isso fica explícito. Além disso, o conceito de imparcialidade, dependendo do contexto, é muito relativo — há espaços determinados para informar, alertar, dar serviço e também para se posicionar. Tudo isso se enquadra na profissão. 
 

8. Jornalista tem que saber de tudo e sempre 

 

Não, porque é impossível saber de tudo amplamente e o tempo todo (em qualquer profissão). É preciso ser um amplo conhecedor e, quando não se tem informação suficiente para executar suas tarefas, estudar bastante, pesquisar, buscar referências e, principalmente, ter sempre muita disposição prévia para aprender. 

 
9. Jornalista sempre defende os interesses de alguém ou de algum partido 

 

A afirmação pode ser um reflexo do momento altamente polarizado que estamos vivendo, que prejudica demais a profissão. Porém, por definição, o jornalista precisa ser crítico e reflexivo em suas análises, baseadas em pesquisas, dados consolidados e de fontes idôneas, “ouvindo” sempre os diferentes lados para entregar as melhores e mais relevantes informações ao público que é impactado por todas essas situações e contextos. Isso não é assumir viés político, muito pelo contrário. Profissionalismo é a regra, até mesmo porque o Jornalismo se apoia em fatos, mesmo que eles não agradem a todos os envolvidos. 

 
10. Com as redes sociais todo mundo é jornalista 

 

Com as redes sociais, todos os cidadãos podem se expressar “livremente”, opinar e até registrar um fato. Porém, a informação jornalística tem que ser qualificada, vinda de fontes idôneas, com a metodologia e o discernimento que caracterizam os princípios básicos de uma reportagem — especialmente os éticos, que o cidadão comum não é habilitado para exercer. 

 

11. Jornalismo esportivo é “coisa de homem” 

 

Apesar de muitos alunos buscarem um curso específico para trabalhar nessa editoria, cresce o número de mulheres que apreciam esportes (especialmente o futebol), sendo que temos vários exemplos dessas profissionais se destacando em diferentes meios. Também é preciso deixar claro que o bacharelado não forma o jornalista esportivo — pode ser curso livre ou oficinas dentro das faculdades, sem fazer parte da matriz curricular. 

 

12. Só é jornalista quem aparece na TV 

 

Assim como nem todo médico é cirurgião, nem todo jornalista é apresentador ou repórter. Quem se forma na área está apto a atuar em diversas funções, seja em redações, agências de comunicação, assessorias de imprensa, comunicação corporativa ou tocando o próprio negócio. 

 

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