Lives, Ilhas e bolhas foram algumas alternativas encontradas por produtores de eventos, mas setor ainda sofre com os efeitos da pandemia
Por André Rabello
No dia 24/03/2020 foi declarado oficialmente pelo Estado de São Paulo a quarentena por conta do novo coronavírus. Quem seria melhor para falar da falta que eventos grandes fazem se não nós, alunos da ESPM?
De acordo com o Ministério da Economia, a área de atividades artísticas, criativas e de espetáculos foi a mais impactada pela pandemia.
Diante disso, o setor precisou se reinventar, e logo nas primeiras semanas da pandemia, lives de shows de música, teatro ou palestras começaram a aparecer principalmente no YouTube e, assim, recordes de audiência começaram a ser batidos. O Brasil assumiu destaque nessa categoria de eventos, pois quatro entre as cinco lives mais assistidas globalmente foram de artistas brasileiros.
Artista | Visualizações Simultâneas | Data |
Marília Mendonça | 3,31 milhões | 8/4 |
Jorge & Mateus | 3,24 milhões | 4/4 |
Andrea Bocelli | 2,86 milhões | 12/4 |
Gustavo Lima | 2,77 milhões | 11/4 |
Sandy & Junior | 2,55 milhões | 21/4 |
Mas esse tipo de conteúdo rapidamente desapareceu de nosso radar. O motivo mais provável para o sumiço das lives pode ter sido o número de pessoas respeitando o isolamento ter despencado. Por mais que a produção dos ao vivos seja ótima, a experiência dentro da sua casa não tem, e jamais terá, a atmosfera de apresentações em espaços físicos.
Por conta disso, algumas empresas passaram a tentar montar eventos de forma presencial, respeitando (ou não) todos os protocolos de segurança contra o covid-19, obtendo dos resultados mais simples, até os mais criativos. Um dos formatos que mais se popularizaram foi o de drive-in, no qual teve apresentações de filmes e shows que aconteceram dentro de estacionamentos e até estádios de futebol.
Outra forma que se popularizou, principalmente no exterior, foram os shows em ilhas privativas em lugares abertos e espaçados, nas quais cada ilha poderia abrigar certa quantidade de pessoas. Um exemplo foi o festival de música de Newcastle, realizado na arena Virgin Money Unity, na Inglaterra, onde foram colocadas 500 grades com capacidade de 4 pessoas cada uma, com espaçamento de 2 metros entre elas. O show teve participação de Sam Fender, Libertines, Supergrass, Two Door, Cinema Club entre outros.
E a forma mais criativa já feita até aqui: o show dentro de bolhas! Em dezembro de 2020, em Oklahoma, a banda The Flaming Lips decidiu realizar um evento no qual todos estavam dentro de bolhas infláveis. Cada bolha podia comportar até 3 pessoas e no espaço haviam 100 bolhas, ou seja, 300 pessoas puderam se divertir “juntas”.
Vale lembrar aqui que a pandemia ainda NÃO acabou. Longe disso, estamos cruzando seu pior momento até agora, por isso, não vá a festas, mesmo que esteja cumprindo todas as medidas de segurança. Fique em casa!
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