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Depois do choque de realidade de que um ano não seria o suficiente para a pandemia ser vencida, é preciso reorganizar os pensamentos para não se deixar vencer

Sabe aquele cansaço que bate lá pelo finzinho de novembro e início de dezembro – quando a gente tem a sensação de que não vai ter energia para chegar até o recesso das festas? É o mesmo que nos assola quando, faltando poucos dias para as férias, o ponteirinho do nosso “marcador de energia” está já na reserva.

Instintivamente, quando temos uma data marcada para um feriado ou as férias, nos programamos para um “sprint final”, um esforço extra como quem, depois de muitos quilômetros corridos, sabe que a chegada está próxima e, num esforço final, dá tudo de si para completar a prova.

Pois com a pandemia foi mais ou menos a mesma coisa: muita gente estipulou um ano como o tempo que levaria até alguma normalidade ser restabelecida. E nos dedicamos a viver esses 365 dias criando adaptações, gambiarras, modos de resolver questões cotidianas, de trabalho, de estudo, de como fazer isso ou aquilo. Demos o nosso jeito. E demos nosso “sprint” final, projetando a faixa de chegada dobrando a esquina.

Dobramos a esquina e… A chegada havia disso jogada para alguns quilômetros à frente – e com novos (e tristes) obstáculos pelo caminho: recrudescimento das infecções, aumento brutal no número de mortos, vacinação em velocidade de primeira marcha.

E o que temos visto é um certo dissabor, uma certa apatia, que vai se avizinhando, se instalando. Só que não dá para parar de correr…

“Então, o que você sugere, sabichão?”, você deve estar se perguntando. Nada demais: é lícito, justo e esperado que a gente acuse o golpe. Ou seja: não evite esse sentimento: você pode vivê-lo – desde que, assim como a energia que programamos para a chegada de um feriado ou das férias, determinamos o quanto de energia vamos dedicar para esse momento.

Ok não estar a fim de nada além do que é obrigatório (geralmente estudo e trabalho): nem leitura, nem chamadas com amigos, nem… nem… Se dê um tempo para só curtir bobagens. Isso mesmo: se quiser gastar esse tempo de recolhimento para ver as Kardashians ou as mais suaves comédias românticas, que seja. Se quiser só ouvir música, também. Ache seu jeito de lamber as feridas – mas com data e hora para acabar. Você não vai jogar fora um ano de sacrifício só porque bateu cansaço… Segue o baile.

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Jorge Tarquini

Curador de conteúdo do #TMJ

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