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Nem paciente e nem impaciente…

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Qual seria a medida ideal para o que devemos brindar com nossa tolerância e o que merece o bom e velho “bateu-levou”?   

Pense em situações cotidianas que têm enorme potencial de nos tirar do sério. Ligação de telemarketing, barulho excessivo ou fora de hora de vizinhos, cobrança de pais, chefes e professores, pessoas que lembram de pegar o bilhete ou o crachá apenas na frente da catraca (ou a carteira somente depois que o caixa do supermercado já terminou de passar suas compras…).   

Pois bem: diante de mais de um ano de limites impostos pela pandemia, talvez nossos nervos estejam à flor da pele – enquanto nossa paciência foi se esconder nas profundezas de nossa educação e de nosso ser… Mas não dá para colocar tudo no mesmo balaio – e tratar tudo da mesma forma. Ou seja: chutar o balde com tudo ou praticar o lado zen com tudo são estratégias igualmente ruins.

“Mas qual seria a medida para diferenciar uma coisa da outra?”, você deve estar se perguntando. Não tem fórmula… Mas tem uma outra coisa chamada bom senso. Vamos pegar um exemplo: telefonemas de telemarketing. Claro que receber um monte de chamadas todos os dias tem alto potencial negativo sobre a paciência de qualquer um. Porém, pense da seguinte forma: explodir, ofender o atendente que está ligando ou não deixá-lo dizer a que veio vai gastar o mesmo tempo que levaria para você ouvir o que a pessoa tem a dizer e, gentilmente, agradecer e dizer que não tem interesse.

Magicamente, a pessoa vai diminuir a insistência do “mas você terá tal e tal vantagem…”. Sabe por quê? Ele já gastou o tempo dele para aquela chamada – e será contraproducente insistir.

O mesmo pode acontecer como quando você liga para reclamar da internet que não está funcionando ou de outro serviço ou produto não em conformidade com o que você pediu (e pagou): mesmo tendo esperado muitos minutos ouvindo musiquinha, dome sua vontade de chutar o balde assim que um atendente disser “Fulano de tal, boa tarde. No que posso ajudar?”. Não seja você a aumentar a perda de tempo…

“Ok, mas quando posso soltar o verbo?”

Honestamente? Melhor nunca… Quer mostrar impaciência ou insatisfação? Seja frio nessa hora, objetivo: primeiramente, resolva seu problema. Isso baixará a fervura de sua raiva – e, depois de resolvido (ou não…), aí você poderá ter mais objetividade para encaminhar sua reclamação. Sim, naquela hora em que o atendente pergunta “posso ajudar em mais alguma coisa?”. “Sim, pode: quero fazer uma reclamação sobre…”

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Jorge Tarquini

Sou um jornalista curioso e que se aventura por alguns lugares e experiências: já dirigi revistas, trabalho com produção de conteúdo, escrevo livros (um segredo: escrevi O Doce Veneno do Escorpião, o "livro da Bruna Surfistinha") e roteiros e, agora, faço parte da equipe que criou e produz o #TMJ. Ah: também virei professor de Jornalismo. Ansioso para descobrir para onde os novos tempos, meios e tecnologias podem me levar: afinal, é sempre um prazer me aventurar por novos desafios.

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