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Coisas que desaparecem…

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Não, não estou falando de perder a tampa da caneta e ter de apelar para São Longuinho: falo das coisas que simplesmente perdem função

Pense nas coisas que você usa diariamente. Tem um monte delas, não? Essas são as mesmas coisas que eram “indispensáveis” e sem as quais você não conseguiria viver há alguns anos? Ou sua lista de “não dá para não ter” mudou?

Sempre que resolvo mexer em gavetas ou fazer aquela limpeza em armários e caixas esquecidas pela casa, me surpreendo como coisas que, há alguns anos, eu me sentiria nu se não as tivesse por perto (ou estaria em apuros, certamente), mas que, hoje, vivem plena aposentadoria sofrendo com meu esquecimento.

Foi essa sensação que tive ao achar, por exemplo, um livro de receitas que me salvou por muito tempo quando fui morar sozinho. Claro que é muito mais prático (e variado) consultar a internet. Mas, ao folhear a obra, me deparei com coisas que costumava fazer ao menos uma vez por semana.

O mesmo senti quando notei que havia guardado um… despertador! E de dar corda!!! Ou seja: eu nem entrei na era dos “rádios-relógio” e a substituição pelo celular (e, agora, smartphone) foi automática. Aliás, a mesma substituição que faz com que eu nunca mais tenha atendido o telefone fixo de casa – que hoje toca somente quando algum telemarketing resolve me procurar. Será que eles ainda procuram meu nome numa lista telefônica?

Mas há coisas que, mesmo pegando poeira, vira-e-mexe eu resgato: meus CDs. Desculpe, Spotify: gosto de pegar a caixinha, dar uma olhada no encarte, ter o ritual de colocar a coisa para tocar… E olha que nem banco o hipster com LPs em vinil.

No fundo, sou um cara em pleno limbo, com um pé na modernidade da tecnologia e uma preguiça saudosista do conforto do conhecido. Minha agenda de papel não me deixa mentir.

Mas não vou me penitenciar por isso: acho que vou, nas próximas férias, me propor a viver uma semana de vida “analógica” fuçando e resgatando todas as minhas velharias…   

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Jorge Tarquini

Curador de conteúdo do #TMJ

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