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Em breve, todos seremos profissionais liberais

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Com as mudanças no mundo do trabalho e do emprego, ser o dono de sua carreira será quase que uma obrigação

Oficialmente, profissional liberal é aquele que, com formação técnica ou superior e registro em ordem ou conselho profissional de classe, pode atuar de forma independente (por “conta própria”) ou com vínculo empregatício, como funcionário de uma empresa.

A lista básica é conhecida: médicos, arquitetos, dentistas, jornalistas, advogados, enfermeiros, engenheiros, administradores, contabilistas – entre outras.

Para os demais profissionais, o caminho era conhecido: se formar, conseguir um emprego e trabalhar para nele permanecer por muitos e muitos anos.

Essa constatação é feita em um mundo em que a maior empresa de transporte urbano do mundo não tem um motorista contratado – e em que trabalhamos para bancos, vendedores de ingressos e apps como Waze (em troca de uma singela “taxa de conveniência” para usar nosso tempo, nossa internet, nosso computador…).  

O impacto dessa mudança é clara desde as salas de aula dos cursos superiores (e das mais antenadas escolas do ensino médio): cursos de todas as carreiras que não trouxerem o empreendedorismo na sua grade curricular certamente ainda estão formando “mão de obra” para um mercado que, claramente, não tem muito interesse em contratá-la…

“Mas e se eu não quiser abrir um negócio?”

Eis o primeiro erro de quem não entende o que empreendedorismo significa. Mais do que “abrir um negócio”, a importância em se estudar o tema como formação profissional diz respeito a oferecer o ferramental básico para que os novos profissionais tenham condições de gerenciar sua carreira de modo mais independente. Influencers são apenas a ponta do iceberg de um tempo em que a atuação individual é um caminho, por ora, quase inescapável. No futuro, será inexorável…

Ou seja: sua atuação profissional, seja qual sua área, tende a ser a mesma que a dos atuais profissionais liberais: gerenciar suas carreiras, se tornar seu produto e sua marca. E isso implica em saber planejar, projetar, orçar, organizar, implementar, orçar, prospectar, vender, cobrar… Enfim, tudo aquilo que as pessoas acham que apenas quem resolve abrir uma empresa precisa fazer.

Portanto, não é mais uma questão de “se”, mas de “quando”.    

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Jorge Tarquini

Sou um jornalista curioso e que se aventura por alguns lugares e experiências: já dirigi revistas, trabalho com produção de conteúdo, escrevo livros (um segredo: escrevi O Doce Veneno do Escorpião, o "livro da Bruna Surfistinha") e roteiros e, agora, faço parte da equipe que criou e produz o #TMJ. Ah: também virei professor de Jornalismo. Ansioso para descobrir para onde os novos tempos, meios e tecnologias podem me levar: afinal, é sempre um prazer me aventurar por novos desafios.

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