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Empatia é sempre a resposta

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Inovação de verdade depende mais de realmente olhar para as necessidades das pessoas (e se colocar nos sapatos do outro) do que de tecnologia mirabolante ou de reinventar a roda

Sou do tipo que gosta de entrar numa loja e explorar o ambiente, olhar com calma (e sozinho) e ficar “com os meus botões”, curtindo a experiência da loja. “Olá, me chamo XYZ. Posso ajudar? Como se chama?”. Quebrado o encanto da minha “viagem”, essa é a deixa para eu deixar a loja.

Nada contra , claro, pois é uma rotina profissional das equipes de vendas em 99,999…% dízima periódica das lojas que conheço. Parece que há até “rodízio” entre vendedoras e vendedores, uma fila, com vez e tudo mais. Mas esse tipo de atendimento não “me” atende. Pelo visto, não sou o único maluco com essa mania…

Ao menos é o que prova uma notícia que li, lá no começo do ano, sobre uma ação da Sephora nos Estados Unidos: disponibilizar cestas vermelhas para clientes que quiserem assistência e cestas pretas para quem prefere não ser abordado.

Simples, não? Não requer grandes investimentos em tecnologia e nem reinventa a roda dos conceitos de ponto de venda das teorias do marketing. O segredo? Empatia. Quando vi essa notícia, pensei com alívio: “alguém se colocou nos meus sapatos!”.

Comecei a investigar outros exemplos de inovação baseadas em empatia. Boas novas: exemplos não faltam! O que mais dialogou comigo talvez tenha chegado com alguns anos de atraso (e nem me serve mais), mas isso não diminui sua genialidade.

Meu pai, no final da vida, teve problemas de memória – e chegou a ficar meia hora desaparecido (enquanto a família se desesperava, claro). Ele simplesmente abriu a porta e saiu sem que fosse visto. A empresa norte-americana, a GTX Corp. investiu em um dispositivo usável bastante simples: criou um sapato equipado com GPS. Claro que eles não inventaram nem o sapato e muito menos o GPS. A empatia fez com que criassem um novo uso para a tecnologia já existente.

Que novos empreendedores entendam que, mais do que a corrida por novas tecnologias disruptivas, precisamos focar em posturas disruptivas. E, nos dias que correm, a empatia é imbatível nesse quesito.

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Jorge Tarquini

Sou um jornalista curioso e que se aventura por alguns lugares e experiências: já dirigi revistas, trabalho com produção de conteúdo, escrevo livros (um segredo: escrevi O Doce Veneno do Escorpião, o "livro da Bruna Surfistinha") e roteiros e, agora, faço parte da equipe que criou e produz o #TMJ. Ah: também virei professor de Jornalismo. Ansioso para descobrir para onde os novos tempos, meios e tecnologias podem me levar: afinal, é sempre um prazer me aventurar por novos desafios.

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