Escolher o que gosta ou aquilo que pode “garantir o futuro”? Calma: a resposta, acredite, está em você
Só quem já passou por esse momento da juventude sabe a angústia de ter de escolher uma carreira ao final do ensino médio. Pouca idade, desconhecimento profundo das profissões, a pressão por fazer algo “que dê grana”, o dilema de profissões clássicas vs. profissões do futuro – ou, pior ainda, aquelas listas que apontam que “5 profissões que não existirão em 10 anos” ou “6 profissões que ainda não existem, mas que dominarão o futuro”.
É pressão para todo lado, não? Da família, dos amigos, do mercado, de nós mesmos… Lamento informar: não existe decisão fácil. Mas há maneiras de tornar o processo menos doloroso, acredite.
Primeiramente, lembre-se da frase que Sócrates leu à porta do templo de Delfos – e que inspirou toda a sua construção filosófica: “conhece-te a ti mesmo e conhecerás o universo e os deuses”. Resumindo, busque autoconhecimento.
Se você tem alto poder de se adaptar a tarefas e situações, talvez seja mais fácil escolher a carreira pelas oportunidades, pela empregabilidade ou pela possibilidade de carreira e crescimento. Isso não significa que você não tenha suas preferências, mas que elas podem entrar em campo, na hora da decisão, depois que você fez a primeira peneira com foco em desenvolvimento e trajetória profissional.
Agora, se você acha torturante se dedicar a algo que não sejam seus sonhos e desejos, não há muito o que pensar: é preciso ouvir o que vai pelo seu coração e sua mente. Primeiro que isso certamente diminui muito a chance de começar um curso e desistir no meio do caminho – ou de, indo até o final, experimentar uma frustração tão grande que nenhuma possibilidade de sucesso profissional vai compensar.