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Ir à escola fez falta…

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O que significou para você não poder sair de casa para estudar – mesmo que tenha tido o privilégio de estudar a distância?

A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Covid (PNAD Covid-19), produzida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em novembro de 2020, trouxe um dado terrível: em um universo de 46,3 milhões de pessoas, 5,3 milhões de estudantes de 6 a 29 anos de idade que frequentavam escola ou universidade não tiveram qualquer atividade educacional ou acesso a aulas a distância. Ou seja: quase 12%.

Isso, porém, não fez da vida de quem pôde prosseguir seus estudos um mar de rosas. À parte o enorme privilégio de ter acesso à internet e escolas e professores empenhados em preparar aulas e atividades adaptadas ao universo das telas, telinhas e telonas, precisamos lembrar: escola ou faculdade são muito mais do que apenas o ritual do ensino.

Neste ano letivo que, ao que tudo indica, vamos começar ainda a distância, cabe um balanço: o que fez falta no cotidiano de “ir à escola”?

Eu, pessoalmente, fico especialmente tocado quando penso tanto nos jovens que haviam chegado ao ensino médio quanto nos que haviam entrado na faculdade em 2020. Que ritos de passagem essas meninas e esses meninos deixaram de vivenciar?

Como se desenvolveram as amizades nesse mundo distanciado, pandêmico e online? Deu para criar laços? Como se descobriram as afinidades acadêmicas? Como foi ter professores que você nunca encontrou pessoalmente? Você abriu câmera e microfone nas aulas – ou se resignou a ser um quadradinho preto com seu nome ou, no máximo, uma foto ou um avatar seu?

Eu não vou desconsiderar que, para muitos de vocês, possa ter sido até bom (se eu sofresse bullying, por exemplo, ia adorar não ter de enfrentar um horário de intervalo ao vivo com os agressores, por exemplo…).

E como foi estudar e aprender? Fez falta virar para o lado e comentar sobre o que está estudando com o colega do lado – ou os chats, Whats e outras ferramentas de mensagens instantâneas deram conta?

Pode parecer boba a pergunta deste texto. Mas acredito que, caso queira “perder” uns minutos pensando nisso, talvez você aprenda muito mais sobre você, a vida e sua relação com o aprender do que você pode imaginar…

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Jorge Tarquini

Curador de conteúdo do #TMJ

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