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O que aprendi sobre criatividade com meu cachorro

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Bob não tem vergonha, não segue regras e não está preso aos processos 

Animais não são necessariamente criativos. Como explica o neurocientista David Eagleman, no documentário Como o Cérebro Cria (disponível na Netflix), há um caminho direto entre estímulo e reação no cérebro dessas criaturas. Por isso, quando um hamster vê comida, instantaneamente quer comer. Já humanos também podem enxergar um alimento como arte, uma ferramenta ou uma arma (que atire a primeira maçã quem nunca se envolveu em uma guerra de comida na infância).

Mas então o que Bob, meu amigo vira-lata, pode me ensinar sobre criatividade? Depois de passar um bom tempo o observando, graças a um desafio proposto por Thiago Gringon, meu professor da disciplina de Criatividade e Inovação na pós em Inovação, Design e Estratégia da ESPM, cheguei às seguintes conclusões:

Bob não segue regras

Ao contrário de nós humanos, Bob nunca foi adestrado. Quando peço para que ele desça do sofá, Bob começa a rolar e solta pelos pra todo lado (exatamente o que eu queria evitar). Quando tento interromper os seus latidos, Bob faz ainda mais barulho e corre pela casa. Se jogo uma bolinha e peço que me devolva, Bob a pega, se aproxima, mas não me entrega e ainda rosna quando tento pegar.  

Já os seres humanos foram educados a seguir uma série de regras para viver em sociedade. Não à toa, a primeira palavra que aprendemos o significado é “não”. “Não faça isso”, “não faça aquilo”. Aos poucos, deixamos de questionar e passamos a seguir regras e nos encaixar em padrões. E assim dia a dia nossa criatividade vai sendo podada.

Bob não tem vergonha

A vergonha é uma das maiores barreiras para a criatividade, pois nos impede de se expor ao novo e ao ridículo. Temos medo de ser julgados por outras pessoas e por isso deixamos de nos aventurar em situações ou atividades que fogem de nossa rotina. Bob não está nem aí pra nada disso e certamente nem sabe o que significa “vergonha”.

Bob não está preso aos processos  

Para ganhar sua ração de cada dia, Bob também precisa trabalhar. Sua função é vigiar a casa e alertar quando um estranho se aproxima. Mas diferentemente dos humanos, Bob não segue horários e processos em seu trabalho. Ele cumpre o seu dever de maneira natural, sem se preocupar com questões burocráticas que limitam os seres humanos. Já a maioria das pessoas, está tão acostumada com processos que os segue sem nem perceber. Assim, acabam fazendo tudo sempre da mesma maneira, apenas reproduzindo o que já foi criado.

Ah… e se você ficou curioso, esse bonitão aqui da foto é o Bob:

E você, já aprendeu algo com seu pet? Conta pra gente aqui nos comentários!

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Filipe Oliveira

Do clã Kardashian-Jenner a entrevistas com CEOs, até o título mundial do Corinthians. Nessa vida de jornalista já cobri de tudo um pouco: esportes, tv e cinema, agronegócio, tecnologia, negócios, empreendedorismo e setor automotivo. Depois de uma temporada de estudos e aventuras na África do Sul, voltei ao Brasil em busca de um novo desafio. Assim vim parar na equipe que criou e produz o #TMJ.

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