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Quando sonhos viram pesadelos…

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Sabe aquele papo de “cuidado com o que deseja, pois pode se concretizar”? Então…

Atire a primeira pedra quem nunca desejou ter todo o tempo do mundo para si – e para fazer… nada!

Poder ficar o dia inteiro maratonando séries ou filmes.

Passar 24 horas papeando com os amigos pelo celular ou computador, ou navegando pela internet e pelas redes sociais.

Fazer todos os cursos online disponíveis na internet! Dominar os segredos da culinária do Turcomenistão, a arte da cerâmica balinesa ou as declinações do javanês.

Quem nunca?!?

Ficar em casa o dia inteiro de pijama, sem rotina, sem nada para fazer além de ler todos os seus livros.

Pois bem: seja feita a sua vontade!

Se soubesse qual seria a contrapartida, talvez ninguém topasse essa “barganha”.

O problema é que, no mundo das hipóteses, tudo o que nos tira de nossa realidade sempre tem um apelo enorme. É como ir para uma praia deserta e esquecer do mundo. Certamente, depois de alguns dias, aquele paraíso vai se tornar a sua rotina. E um inferno…

Por isso chamamos de férias. Ou de feriado. Ou de final de semana. Trata-se de uma quebra na rotina, que nos tira momentaneamente dos sufocos do cotidiano. É como pensar em comer apenas seu prato predileto: se comesse todos os dias, em todas as refeições, você passaria a odiá-lo (aconteceu comigo: depois de 15 dias no Japão, não podia nem pensar em peixe cru, que eu venero – e, na volta, fiquei um bom par de meses longe dos hashis…).

Certamente, quem desejou algo da lista do começo deste texto nunca imaginou que a contrapartida seria um compulsório isolamento 24×7, grudado com a família ou sozinho e trancado em casa.

Para ver o mundo, só duas opções: a janela (isso quando a vista não é o varal do vizinho ou um muro…) ou as telas do computador ou celular.

E é da segunda opção que as pessoas, no fundo, estão mais enjoadas. Afinal, estamos umbilicalmente ligados a essas telas para tudo. É quase um “respirador”. Compras? Telona, tela ou telinha. Falar com os amigos ou a família? Telona, tela ou telinha. Trabalhar? Telona, tela ou telinha. Estudar e ter aulas? Telona, tela ou telinha. Jogar? Telona, tela ou telinha. Ver filmes e séries? Telona, tela ou telinha. Sexo? Telona, tela ou telinha…

Por isso tem gente sonhando (inclusive literalmente) com uma volta no quarteirão. Que vire realidade.

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Jorge Tarquini

Sou um jornalista curioso e que se aventura por alguns lugares e experiências: já dirigi revistas, trabalho com produção de conteúdo, escrevo livros (um segredo: escrevi O Doce Veneno do Escorpião, o "livro da Bruna Surfistinha") e roteiros e, agora, faço parte da equipe que criou e produz o #TMJ. Ah: também virei professor de Jornalismo. Ansioso para descobrir para onde os novos tempos, meios e tecnologias podem me levar: afinal, é sempre um prazer me aventurar por novos desafios.

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