5 mitos sobre a carreira em Comunicação e Publicidade

Coordenador do curso de Comunicação e Publicidade da ESPM desvenda os principais mitos sobre a área

 

Antigamente, quem pretendia trabalhar com marcas e produtos estudava Publicidade e Propaganda. A evolução do mercado levou à mudança do nome do curso para Comunicação e Publicidade porque cresceram as possibilidades de atuação no segmento. O coordenador da graduação em Comunicação e Publicidade da ESPM em Porto Alegre, Alessandro Souza, desmistifica algumas ideias cristalizadas sobre essa área.

 

1. É preciso ter habilidades artísticas para ser publicitário

Não, porque existem diversas funções que, diferentemente da equipe de criação, em que os profissionais precisam saber desenhar, requerem outras habilidades, como capacidade analítica para interpretar pesquisas, visão ampla para buscar ou antecipar tendências de mercado e organização para metrificar desempenhos digitais. A evolução do mercado levou à da profissão e hoje é fundamental ter conhecimento sobre mídias digitais e tudo o que envolve esse ambiente de comunicação, porque é ele quem dita praticamente todas as regras do que se refere a lançamento de produtos, campanhas e posicionamento de marca.

 

2. É preciso ser extrovertido

Não, porque há grandes profissionais de criação e marketing muito introvertidos e tranquilos, que são mais concentrados e reflexivos. Muitas funções em publicidade exigem essa capacidade mais analítica e um perfil mais centrado e introspectivo é bom para o desempenho dessas funções. Publicitários não são atores, eles organizam todos os bastidores de uma campanha e quem tem que ser extrovertido são a atriz a e o ator.

 

3. O mercado de trabalho estagnou

Na verdade, o segmento ampliou com a o crescimento da tecnologia. Gestores de social media, filmmakers e gestores de e-commerce são cargos que nasceram da tecnologia. Um social media pensa no conteúdo de divulgação de um produto e no influenciador que vai ser contratado para fazer isso. Ele também planeja todas as interações da marca com o público, seja no ambiente social interno da empresa ou terceirizado. Quem atua no e-commerce concebe toda a jornada do cliente, do e-mail de boas-vindas ao acompanhamento e finalização da compra. Já o filmmaker cuida de toda a concepção de um filme para uma campanha, inclusive das realizadas aparentemente sem compromisso por um influenciador digital.

 

4. Publicitário só trabalha em agência

Atualmente, 2/3 dos formados brasileiros atuam fora de agências. Hoje as empresas contratam publicitários para trabalharem em seus departamentos de marketing, de comunicação e de responsabilidade socioambiental para poderem se comunicar de maneira eficiente com seu público. Outro segmento com boa oferta de emprego são as produtoras especializadas com conteúdo digital de áudio e imagem. O mercado é bastante amplo.

 

5. Não dá para internacionalizar a carreira

A publicidade brasileira é uma das cinco melhores do mundo e o Brasil tem algumas das principais escolas de publicidade do planeta. No Festival de Publicidade de Cannes, o país está sempre nas primeiras colocações. Portanto, um publicitário brasileiro formado tem possibilidades de trabalhar em qualquer país. Vale dizer que a publicidade é uma das poucas profissões do Brasil respeitada mundialmente.

 
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