14 curiosidades sobre a história do jornalismo

Como surgiu o jornalismo? Qual o primeiro jornal do mundo? Fake news nasceu com a internet? Confira essas e outras curiosidades sobre a imprensa 

 

Diferentemente do que muitas pessoas pensam, o jornalismo não nasceu com os trovadores medievais que cantavam notícias em suas peregrinações. O costume de relatar fatos é muito mais antigo. Confira na lista abaixo a origem do jornalismo e outras curiosidades sobre essa área. 

 

1. Como surgiu o jornalismo?

O imperador romano Júlio César pode ter sido o primeiro diretor de redação da história da humanidade. Por volta de 69 a.C. ele teve ideia de criar uma publicação oficial do governo para comunicar fatos e notícias à população. 

 

2. Qual o primeiro jornal do mundo?

A Act Diurna (Atos do Dia) foi uma espécie de Diário Oficial da Roma Antiga. Comunicava em uma folha diária exposta em local público acontecimentos como nascimentos, batizados, casamentos, novas leis e atos do governo. Os textos escritos pelos “correspondentes imperiais”, que iam a campo em busca das informações em várias cidades, eram impressos em uma folha de papel fixada em uma placa de madeira semelhante a um outdoor.

 

3. Quando foi impresso o primeiro jornal em papel?

Não é à toa que Johannes Gutenberg ganhou o apelido de pai da imprensa. Afinal, depois que ele inventou a prensa, em 1430, foi possível imprimir inúmeras cópias de um mesmo texto. Em 1605, surgiu em Estrasburgo o Relation aller Fürnemmen und gedenckwürdigen Historien, o primeiro jornal impresso do mundo. Depois dele vieram outros, como o Gazzete de France (1632), primeiro semanário de notícias da França, e o sueco Post Och Inrikes Tidningar (1645), que é o jornal mais antigo do mundo em circulação, mas hoje só existe em versão digital. 

 

4. Quando foi lançado o primeiro jornal brasileiro?

A história tem um quê de curiosidade. Em 10 de setembro de 1808, foi fundada a Gazeta do Rio de Janeiro, de propriedade da coroa portuguesa e editada na Impressão Régia, no Rio de Janeiro. A publicação circulava duas vezes por semana e comunicava atos da corte no Brasil. Como as tipografias particulares eram proibidas no país, Hipólito José da Costa lançou, em 1808, o Correio Braziliense, que defendia a liberdade de imprensa e pedia transparência nas ações do governo. Impresso em Londres, o periódico mensal tinha 100 páginas. Vale destacar que esse não é o Correio Braziliense criado pelos Diários Associados de Assis Chateaubriand, que pegou emprestado o nome do antigo jornal para fundar o seu periódico em 1960.

 

5. Qual o primeiro jornal diário do mundo? 

Em 1702, Elizabeth Mallet publicou a primeira edição do The Daily Courant, o primeiro jornal diário do mundo. Tratava-se de uma página única com duas colunas de texto e anúncios no verso. O autor das notícias era a própria Elizabeth, que usava um pseudônimo masculino. Para não sofrer represálias do governo, o Daily trazia um resumo de jornais estrangeiros. 

 

6. Por que vários jornais se chamam “gazeta”?

A inspiração é de 1556, quando o governo de Veneza lançou o jornal Gazzetta Veneta e os leitores pagavam uma gazeta, a moeda da época, pelo exemplar.

 

7. Quando surgiram as leis de liberdade de imprensa?

Em seus primórdios, a maior parte dos jornais era comandada pelo governo e usada como instrumento para divulgar as notícias de seu interesse. Na segunda metade do século XVII, as publicações ficaram mais variadas, mas mesmo assim o governo controlava as informações divulgadas para que não despertassem manifestações de oposição à sua atuação. Apenas em 1766 surgiu a primeira lei voltada a proteger a liberdade de expressão da imprensa, na Suécia.  No Brasil, a liberdade de expressão e de pensamento foi assegurada na Constituição Federal de 1988 que também salvaguarda, no parágrafo 1o do Artigo 220, que “Nenhuma lei conterá dispositivo que possa constituir embaraço à plena liberdade de informação jornalística em qualquer veículo de comunicação social”. 

 

8. Em que ano foi lançada a primeira revista?

Edificantes Discussões Mensais, ou Erbauliche Monaths-Unterredungen, em sua língua original, foi editada na Alemanha entre 1663 a 1668. A revista criada pelo teólogo e poeta Johan Hist trazia artigos e textos sobre teologia. A publicação abriu caminho para outras sobre temas específicos, pois naquela época as revistas eram segmentadas. No Brasil, a As Variedades ou Ensaios de Literatura foi lançada em 1812. Seu conteúdo editorial já era diversificado, com artigos científicos, textos de escritores portugueses, novelas, curiosidades e fatos históricos. Teve apenas três edições.

 

9. Qual a primeira revista semanal do Brasil?

Não, não foi a Veja, fundada em 1968.  Quarenta anos antes Assis Chateaubriand, fundador da empresa de comunicação Diários Associados, introduzia a primeira publicação semanal do país: Cruzeiro, depois rebatizada de O Cruzeiro. Inspirada na revista americana Life, a publicação brazuca apostava no fotojornalismo e em um conteúdo variado com contos, crônicas, textos sobre história e atualidades, além da cobertura esportiva e de fatos nacionais e internacionais.

 

10. O que o telégrafo tem a ver com jornalismo?

A invenção do telégrafo em 1844 revolucionou a imprensa escrita devido à sua agilidade na transmissão de informações. Isso possibilitou a publicação de notícias mais frescas e atuais, atraindo os leitores. Até os anos 1920 os jornais imperaram, mas com a chegada do rádio corria-se o risco de perder espaço para a agilidade do novo veículo de comunicação. A solução encontrada pelos editores foi aprofundar os temas e aumentar o espaço de texto.

 

11. Desde quando existe imprensa sensacionalista no Brasil? 

Em 1929, o jornal A Crítica, dirigido por Mário Rodrigues, pai do jornalista e escritor Nelson Rodrigues, foi acusado de fazer sensacionalismo ao publicar na primeira página uma ilustração sobre o rumoroso caso que levou à separação de um casal famoso. A mulher, também jornalista, foi até a redação e acabou matando o ilustrador Roberto Rodrigues, filho de Mário e autor da imagem que acompanhava o escândalo estampado na capa do jornal.

 

12. Fake news nasceu com a internet?

Não. As notícias falsas sempre existiram, mas houve dois casos que entraram para a história do jornalismo. O mais famoso foi a leitura do livro a Guerra dos Mundos, de H. G. Wells, na rádio CBS como se fosse uma notícia a respeito de uma invasão alienígena. Lida pelo então pouco conhecido cineasta Orson Welles a obra pareceu tão real que provocou pânico nos Estados Unidos. Mas antes dela, em 1835, uma série de reportagens do jornal The Sun, de Nova Iorque, contava a história do avistamento de seres que viviam na lua pelo astrônomo John Herschel. Ele teria usado lupas de hidrogênio com tanta definição, que foi possível ver criaturas como um castor bípede que carregava seu filhote nos braços.  

 

13. Como surgiu o jornalismo investigativo?

O papel do jornalismo sempre foi informar em benefício da verdade, mas a busca por anunciantes pelas empresas de comunicação tirou um pouco o foco desse espírito, até o caso Water Gate. Ao denunciarem um escândalo que levou à renúncia do presidente norte-americano Richard Nixon, os jornalistas Bob Woodward e Carl Bernstein do The Washington Post fizeram emergir o jornalismo investigativo. 

 

14. Quem noticiou em primeira-mão a Segunda Guerra Mundial?

Uma mulher, a inglesa Clare Hollingworth, repórter do The Daily Telegraph. Em agosto de 1937 ela testemunhou na fronteira da Alemanha uma coluna de tanques nazistas se mobilizando para invadir a Polônia. A notícia foi relatada três dias depois para leitores do jornal e os governos polonês e britânico. 

 

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