8 mitos sobre a carreira em Direito

Coordenador do curso de Direito da ESPM desvenda as principais dúvidas de quem deseja ingressar nessa área 

 

Um leque de possibilidades. Se a sociedade se transforma constantemente, o Direito existe para acompanhá-la. Dessa forma, não faltam caminhos para atuar em diferentes causas. Isso porque o curso oferece uma grande diversidade de áreas e de carreiras que podem ser seguidas — tanto nos setores públicos, privados, acadêmicos, quanto como um profissional liberal, consultor e até mesmo relacionando-se com outras profissões (já que todas têm leis e normas regulatórias específicas).  

 

“Com as disciplinas tradicionais, o estudante conhece todo o funcionamento do sistema jurídico, dos códigos, dos processos e, com a especialização, cada vez mais exigida, a possibilidade de exercer funções estratégicas em empresas, inclusive muitas que nem exigem essa formação”, sintetiza o professor Marcelo Crespo, coordenador do curso de Direito da ESPM. “Esse universo tão amplo permite muitas escolhas e não é raro que o aluno ter dúvidas sobre o que mais se identifica ou sobre os mitos que rondam essa graduação”. Confira, a seguir, 10 deles: 

 

1. Quem faz Direito só pode ser advogado ou seguir carreira pública

Longe disso: o Direito é uma das carreiras mais amplas e versáteis. É possível ter o próprio escritório, sendo um empreendedor, pode-se atuar em escritórios de terceiros, como funcionários, associados ou se tornar um sócio, além de trabalhar em empresas de qualquer segmento exercendo cargos e funções que não requerem, necessariamente, a formação (mas que, sem dúvida, trazem melhor compreensão das leis e dos processos que incidem sobre esse ambiente de negócios). É o caso de analista de marketing, de segurança da informação ou de compliance, por exemplo, cujo conhecimento das leis permite acompanhar as exigências e os processos regulatórios para um melhor exercício dessas atividades. 

 

2. É preciso passar no exame da OAB para trabalhar

Ao concluir a graduação, o aluno não é, necessariamente, obrigado a advogar — atividade para a qual a aprovação no exame da OAB (que costuma desclassificar cerca de 80% dos candidatos) é obrigatória. Graças à familiaridade na compreensão de leis, do sistema jurídico brasileiro e de processos, o bacharel em Direito pode aplicar seus conhecimentos jurídicos adquiridos em outras áreas e funções — como proteção de dados, compliance, negócios, empreendedorismo e setor privado. 

 

3. Advogados só trabalham com processos

Não, a carreira consultiva em Direito é voltada a proteger as empresas de riscos regulatórios.  Além disso, a formação jurídica não é para sair “processando” todo mundo — até mesmo porque é preciso ter uma série de elementos que garantam uma possibilidade de ganho de causa. 

 

4. A faculdade de Direito se resume a decorar leis 

Nem pensar! O conhecimento das leis é apenas uma das etapas, porque é preciso ter uma formação complementar a essa leitura (bastante exigida no curso) para saber sua correta e pertinente aplicação, além de disciplinas tradicionais das áreas de humanas (Sociologia, Filosofia etc.), marketing, gestão, tecnologia e, cada vez, mais, sobre direito digital e uso de dados para ser um profissional ainda mais completo. 

 

5. Saber se comunicar bem verbalmente não é importante 

Errado, pois o Direito é, acima de tudo, comunicativo. Um advogado contratualista, por exemplo, que precisa verificar operação de fusão e aquisição, tem que falar com pessoas, até mesmo entender as demandas, para levar as versões do processo para o juiz e apresentar soluções claras — isso porque nem sempre ela vai se comunicar apenas com os seus pares, e nem todos os clientes possuem o mesmo nível de conhecimento em relação às leis ou aos seus direitos. E, mesmo trabalhando em uma empresa, existem os clientes “internos”, com os quais o profissional terá que se relacionar em diferentes esferas. 

 

6. A área jurídica não é para tímidos 

Mesmo que a pessoa se considere tímida (e isso não é impeditivo para fazer essa graduação ou excludente), o curso promove atividades para que o aluno desenvolva bem a sua comunicação e forma de expressão. 

 

7. Só ganha bem quem atua no setor público 

Com a grande concorrência nos concursos, a carreira pública tem salários atraentes para alguns cargos (para juiz, um salário inicial entre 25 e 30 mil reais). No entanto, é importante lembrar que, além de muito disputados, esses concursos não abrem vagas todos os dias, e com faixas salariais mais altas. Além disso, pode levar tempo para o aprovado ocupar a posição e ser efetivado. No entanto, a carreira privada também permite, em alguns anos, atingir bons patamares, seja mantendo o próprio escritório, trabalhando com terceiros ou em empresas. Nesse segmento, são importantes a construção da reputação e de uma carteira de clientes, especialmente se a atuação for especializada em certos nichos. 

 

8. Trabalhar na carreira pública é mais difícil do que no setor privado

Não se trata de facilidades, mas de exigências diferentes: enquanto a primeiro depende da aprovação em um concurso difícil, com estudo focado para isso e amplo conhecimento das leis e do sistema jurídico, o setor privado tem demandas mais estratégicas, de modo a entender cada negócio e fazer com que os conhecimentos atendam a essas necessidades, sejam elas tributárias, contábeis, trabalhistas, ambientais etc. 

 

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